Quantos metros cúbicos tem uma árvore de mogno?

Quando tratamos de plantio de florestas comerciais, existem alguns pontos importantes que devemos levar em consideração na hora de planejar e plantar as árvores. Como por exemplo, o tamanho da área que será plantada, a espécie que será escolhida, o espaçamento ideal que será utilizado entre árvores, a finalidade daquela floresta, o grau de aptidão da terra e o  nível de manejo empregado. Todos esses pontos irão influenciar na produtividade e qualidade do produto final, que é a madeira.

Existem 3 tipos de medições volumétricas para madeiras que são: metro cúbico (m³), metro estéreo (st) e metro de carvão (mdc). Neste artigo, você vai entender como calcular o volume de uma árvore, aplicando a medida em metros cúbicos e para isso utilizaremos o exemplo da espécie de mogno africano. O metro cúbico (m³) é a unidade básica no sistema internacional, e significa a contagem da madeira empilhada nos mesmos moldes (1 m de largura x 1 m de comprimento x 1 m de altura) sem espaços vazios, onde as peças (tábuas, dormentes, vigas, etc) se encaixam com perfeição.

Pode-se calcular a medida da madeira, determinando o volume de troncos, pilhas de lenha, de árvores em pé e de povoamentos florestais inteiros. As dimensões das árvores aumentam a cada ano, tanto em diâmetro do tronco como em altura, por isso é necessário monitorar e acompanhar este incremento, que corresponde ao crescimento da floresta.

Como estamos tratando de florestas comerciais de mogno africano, a comercialização da madeira é mais comum em toras e com finalidade para serraria. Para isso, é preciso conhecer o volume do lote plantado. Além disso é importante estabelecer os anos de corte e os tipos dos desbastes que serão realizados ao longo do ciclo, visando favorecer o crescimento das árvores remanescentes. Saiba mais sobre os desbastes florestais AQUI. 

O destino dos produtos gerados nas colheitas, podem ser definidos de acordo com as dimensões da madeira produzida após o corte. No caso do mogno africano, o foco é para serraria, por isso a produção é de toras mais retilíneas, árvores com maior altura de fuste e cilindricidade. Essas características da madeira, podem ser alcançadas, utilizando um manejo adequado. 

Depois entender melhor os fatores que influenciam o volume da tora de uma árvore, vamos entender como calculá-lo. Primeiramente é necessário conhecer o Fator de Forma, que é o resultado do cálculo das cubagens de várias árvores da mesma espécie. O Fator de Forma converte o volume cilíndrico que se obtém usando a altura e o diâmetro à altura do peito (DAP) no volume real da árvore, já que a forma da árvore não é um cilindro, pois o diâmetro diminui da base para o topo (afilamento da árvore em função da altura). Tendo os valores do fator de forma, da altura comercial e do diâmetro à altura do peito (DAP) se pode então estimar o volume da árvore.

Neste caso, utilizamos como base, nossa Planilha Modelo de Investimento em Mogno Africano da espécie Khaya grandifoliola, que foi estimada e calculada de acordo com um plantio de 1 hectare, resultando em 1.666 árvores plantadas por hectare no espaçamento de 3x2 metros. 

Considerando o primeiro desbaste, no 4° ano de plantio, obteremos 833 árvores e na sequência, após o desbaste do 8º ano, 416 indivíduos. No penúltimo desbaste que ocorre aos 13 anos (este das árvores maduras já selecionadas) até o 18º ano, teremos 208 árvores remanescentes. No corte raso, obtemos 212 metros cúbicos por hectare de volume total e dividimos pelas 208 árvores que restaram, totalizando 1,02 metros cúbicos por tora de mogno africano. Reforçamos que são valores estimados que variam devido a inúmeros fatores. Portanto, podemos presumir que uma árvore de mogno africano, com 13 a 18 anos de idade, pode ter em média, de 0,5 à 1,02 metros cúbicos. Confira na tabela abaixo a estimativa de produtividade com mais detalhes:

 estimativa produtividade

 

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