Como vender madeira de mogno africano

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Apesar do plantio de florestas de mogno africano para produção de madeira nobre ter se popularizado no Brasil, ainda existem poucos plantios que atingiram a idade de  corte raso (17 a 25 anos). Por isso, a presença desse produto no mercado ainda é raro. Contudo, outros países europeus e norte americanos já comercializam essa madeira há algum tempo.

Antes de nos adentrarmos sobre preço de venda da madeira de mogno africano, é preciso entender que ela pode ser comercializada em diferentes formas, como em pé, em tora e/ou serrada e seca.

Formas de venda da madeira

Ainda quando a floresta não foi cortada ou desbastada, há a opção do comprador adquirir as árvores diretamente com o silvicultor. O produtor seleciona e negocia o preço das árvores a serem desbastadas, enquanto o comprador pode providenciar a forma de transporte da madeira. Essa madeira sem ser desbastada e sem passar por processo de secagem ou imunização, é conhecida pela expressão “em pé”. Após a negociação, as árvores são cortadas.

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Outra opção é a venda em tora, que seria a madeira já extraída da floresta transformada em toras, através do processo de extração e toragem das árvores. Normalmente a madeira em tora é vendida na propriedade ou entregue na serraria mais próxima para reduzir o custo de transporte.

Certifique-se se elas já passaram em processo de secagem e qual foi o método utilizado. Há duas formas de secagem da madeira, uma delas seria de forma natural e a outra por meio de estufas, as quais aceleram o processo de secagem e evitam a contaminação da madeira por fungos e bactérias, garantindo assim, uma madeira de qualidade superior.

A terceira forma de venda é a madeira serrada e seca, condiz quando ela já passou pelo processo de desdobro e secagem. O desdobro consiste no corte em pranchas, ou seja, trata-se da conversão em volume da tora em madeira serrada, na qual obtemos as pranchas comercializadas em marcenarias.

Cada um dos formatos de venda da madeira pode influenciar consideravelmente no seu valor, pois a mão de obra envolvida da madeira em pé para a serrada e seca é menor.

Além disso, há a questão do transporte do material. Por isso, o valor de venda da madeira exótica é tão complexo, pois existem inúmeros fatores a serem analisados.

Documentos para venda de madeira exótica

Os documentos para comercialização de madeira exótica em território nacional podem variar de acordo com o estado onde está localizado o plantio. Para facilitar o entendimento sobre quais documentos são necessários, tomaremos como base os plantios realizados no estado de Minas Gerais.

Segundo o site do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o “plantio e o reflorestamento com espécies florestais nativas ou exóticas independem de autorização prévia, desde que sejam observadas as limitações e condições previstas na legislação vigente (Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) e demais áreas especialmente protegidas) e sejam cadastrados junto ao órgão ambiental competente”.

Florestas plantadas em monocultura ou em sistema agroflorestal (SAF) independente da espécie devem realizar o Cadastro de Plantio, o qual é pré-requisito para a Comunicação de Colheita ou para a Declaração de Florestas Plantadas e Produção de Carvão (DCF). Esses plantios deverão ser cadastrados no prazo máximo de 1 ano após a implantação. Enquanto plantios já implantados, o cadastro deverá ser realizado antes à colheita.

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Para cadastrar o plantio o silvicultor deverá apresentar os seguintes documentos junto à unidade de IEF responsável pela área de abrangência em que o plantio está localizado:

  1. Formulário de Cadastro de Plantio preenchido;
  2. Apresentar arquivo digital do formulário de Cadastro de Plantio em formato editável e arquivo em formato shapefile das poligonais de delimitação de cada talhão, ou da área de plantio no caso de sistema agroflorestal, existentes no imóvel rural;
  3. Cópia do Recibo de Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Vale lembrar que o Formulário de Cadastro de Plantio deverá ser apresentado em 2 vias nas unidades de atendimento do IEF. A segunda via deste documento, que irá conter o registro de protocolo no IEF, será o documento de comprovação do cadastro.

Antes do início da colheita da floresta ou espécimes plantados com espécies exóticas para utilização do produto florestal in natura deverá ser realizada a Comunicação de Colheita, a qual foi criada a fim de substituir o procedimento de Requerimento de Colheita e Comercialização (RCC).

 

Antes do início da colheita do mogno africano  in natura deve-se emitir o documento “Comunicação de Colheita” no IEF competente. 

Já para a exportação da madeira exótica é preciso realizar o cadastro no website do Portal Siscomex. Acesse o site, selecione a opção “portal único”, uma nova janela abrirá e clique em “habilitar a empresa”. Forneça todos os dados da empresa que deseja cadastrar. Vale lembrar que a exportação de mogno africano não depende de anuência do Ibama por ser uma espécie exótica. Também é preciso se atentar aos aspectos fitossanitários e quais condições que o país de destino exige.

Valor de venda da madeira de mogno africano

Como foi visto, há diversos formatos de se vender a madeira. Em uma floresta plantada no espaçamento recomendado de 3 x 2 ou de 3,5 x 1,7 metros, conforme ocorre a realização dos desbastes periódicos previstos, a madeira obtida nesses cortes iniciais já pode ser comercializada. O valor médio de mercado da madeira em pé na propriedade pode variar de 100 até 600 euros para cada metro cúbico conforme a dimensão, qualidade das toras e distância do comprador. Entenda com mais detalhes baixando a planilha modelo de investimento em mogno africano.

Vale lembrar que os valores apresentados são apenas estimativas, sendo que o valor de venda da madeira pode variar de acordo com as negociações entre comprador e o produtor.

No Brasil, foi registrada a venda da madeira em pé de mogno africano de um plantio assessorado pelo Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Nessa negociação o comprador foi até a fazenda Murici em Barão de Monte Alto/MG, onde foi realizado o primeiro desbaste. O comprador selecionou as estacas já imunizadas, foram vendidas em 300 toras de 12 cm de diâmetro e 2,20 metros de altura. Sendo essas estacas vendidas pelo valor de R$ 12,00 sem tratamento. Frete pago pelo comprador (Fob).

  • Total comercializado: 6,27 m²
  • Total do Mogno Africano: R$ 3.600
  • Frete: R$ 2.000
  • Valor do m³: 574

Quem compra a madeira de mogno africano?

Países europeus e norte americanos são os que mais procuram pela madeira de mogno africano. Para se ter uma visão geral, listamos abaixo algumas empresas que já trabalham com essa madeira exótica:

A Associação Econômica para o Comércio de Madeira Alemã, GD Holz, localizada em Berlim, auxilia as empresas associadas nas áreas de comércio de madeira: atacado, varejo e folheados.

Para facilitar a comercialização, a empresa possui um banco de dados que fornece as localizações dos produtores de madeira e informa sobre as normas legais vigentes. Nessa plataforma há também informações sobre espécies, propriedades e aplicações do produto. A GD Holz reúne atualmente 930 empresas associadas na Alemanha, sendo possível encontrar interessados em adquirir a madeira de mogno africano.

Há também a Associação Espanhola de Comércio e Indústria da Madeira, AIEM, localizada em Madri, a qual também reúne um banco de dados de pessoas interessadas em adquirir a madeira de mogno africano.

Já no Brasil, listamos abaixo algumas empresas que trabalham com essa madeira exótica:

Outra opção para conhecimento do mercado tanto de madeiras comuns quanto exóticas, é utilizando o aplicativo WoodsApp desenvolvido pela BVRio, que permite aproximar silvicultores e compradores por meio da tecnologia.

A comercialização e os preços da madeira exótica variam de acordo com intempéries da economia, devido a lei da oferta e da procura. No entanto, é preciso se atentar a todos os aspectos de regularização para comercialização desta madeira. Para entender mais sobre a lucratividade, baixe nossa planilha modelo de investimento em mogno africano:

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