Como vender madeira de mogno africano

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Apesar do plantio de florestas de mogno africano para produção de madeira nobre ter se popularizado no Brasil, ainda existem poucos plantios que atingiram os 18 anos de idade, ou seja, idade do corte raso. Por isso, a presença desse produto no mercado ainda é raro. Contudo, outros países europeus e norte americanos já comercializam essa madeira há algum tempo.

Antes de nos adentrarmos sobre preço de venda da madeira de mogno africano, é preciso entender que ela pode ser comercializada em diferentes formas, como em pé, em tora e/ou serrada e seca.

Formas de venda da madeira

Ainda quando a floresta não foi cortada ou desbastada, há a opção do comprador adquirir as árvores diretamente com o silvicultor. O produtor seleciona e negocia o preço das árvores a serem desbastadas, enquanto o comprador pode providenciar a forma de transporte da madeira. Essa madeira sem ser desbastada e sem passar por processo de secagem ou imunização, é conhecida pela expressão “em pé”. Após a negociação, as árvores são cortadas.

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Outra opção seria a venda em tora, que seria a madeira já extraída da floresta transformada em toras, através do processo de extração e toragem das árvores. Normalmente a madeira em tora é vendida na propriedade ou entregue na serraria mais próxima para reduzir o custo de transporte.

Certifique-se se elas já passaram em processo de secagem e qual foi o método utilizado. A secagem pode ser de forma natural ou em estufa, sendo que essa última acelera o processo e evita a contaminação da madeira por fungos e bactérias.

Enquanto a madeira serrada e seca, condiz quando ela já passou pelo processo de desdobro e secagem. O desdobro consiste no corte em pranchas, ou seja, trata-se da conversão em volume da tora em madeira serrada, na qual obtemos as pranchas comercializadas em marcenarias.

Cada um dos formatos de venda da madeira pode influenciar consideravelmente no seu valor, pois a mão de obra envolvida da madeira em pé para a serrada e seca é maior.

Vale lembrar que há duas formas de secagem da madeira, uma delas seria de forma natural e a outra por meio de estufas, as quais aceleram o processo de secagem e evitam a contaminação da madeira por fungos e bactérias, garantindo assim, uma madeira de qualidade superior.

Além disso, há a questão do transporte do material. Por isso, o valor de venda da madeira exótica é tão polêmico, pois existem inúmeros fatores a serem analisados e considerados.

Documentos para venda de madeira exótica

Os documentos para comercialização de madeira exótica em território nacional podem variar de estado para estado. Para facilitar o entendimento sobre quais documentos são necessários, tomaremos como base os plantios realizados no estado de Minas Gerais.

De acordo com o site do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o “plantio e o reflorestamento com espécies florestais nativas ou exóticas independem de autorização prévia, desde que sejam observadas as limitações e condições previstas na legislação vigente (Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) e demais áreas especialmente protegidas) e sejam cadastrados junto ao órgão ambiental competente”.

Florestas plantadas em monocultura ou em sistema agroflorestal (SAF) independente da espécie devem realizar o Cadastro de Plantio, o qual é pré-requisito para a Comunicação de Colheita ou para a Declaração de Florestas Plantadas e Produção de Carvão (DCF). Esses plantios deverão ser cadastrados no prazo máximo de 1 ano após a implantação. Enquanto plantios já implantados, o cadastro deverá ser realizado antes à colheita.

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Para cadastrar o plantio o silvicultor deverá apresentar os seguintes documentos junto à unidade de IEF responsável pela área de abrangência em que o plantio está localizado:

  1. Formulário de Cadastro de Plantio preenchido;
  2. Apresentar arquivo digital do formulário de Cadastro de Plantio em formato editável e arquivo em formato shapefile das poligonais de delimitação de cada talhão, ou da área de plantio no caso de sistema agroflorestal, existentes no imóvel rural;
  3. Cópia do Recibo de Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Vale lembrar que o Formulário de Cadastro de Plantio deverá ser apresentado em 2 vias nas unidades de atendimento do IEF. A segunda via deste documento, que irá conter o registro de protocolo no IEF, será o documento de comprovação do cadastro.

Antes do início da colheita da floresta ou espécimes plantados com espécies exóticas para utilização do produto florestal in natura deverá ser realizada a Comunicação de Colheita, a qual foi criada a fim de substituir o procedimento de Requerimento de Colheita e Comercialização (RCC).

Para a efetivação da Comunicação de Colheita, o requerente deverá procurar a unidade do IEF responsável com os seguintes documentos:

  1. Formulário de Comunicação de Colheita devidamente preenchido;
  2. Comprovante original de pagamento do Documento de Arrecadação Estadual (DAE) referente à Taxa Florestal ou contrato de compra e venda celebrado entre o declarante e o consumidor, acompanhado de cópia do Regime Especial de Substituição Tributária com deferimento da Secretaria Estadual da Fazenda (SEF).

Caso o silvicultor opte por produzir carvão ou ainda corte e a colheita de florestas plantadas com espécies nativas, ele deverá emitir também a Declaração de Colheita de Floresta Plantadas e Produção de Carvão (DCF). A DCF foi para substituir a Declaração de Colheita e Comercialização (DCC). Para emitir a DCF, o requerente deverá procurar a unidade do IEF responsável com os seguintes documentos:

  1. Formulário de DCF preenchido;
  2. Arquivo digital em formato shapefile das poligonais de delimitação das áreas a serem colhidas;
  3. Cópia do formulário de Cadastro de Plantio de Florestas Plantadas, quando necessário;
  4. Comprovante de pagamento do DAE referente à Taxa Florestal ou contrato de compra e venda celebrado entre o declarante e o consumidor, acompanhado de cópia do Regime Especial de Substituição Tributária com deferimento da SEF;
  5. Comprovante de recolhimento de DAE referente à Taxa de Expediente, conforme item 7.28 da Lei 6.763 de 26 de dezembro de 1975;
  6. Notas fiscais de compra no caso de DCF para produção de carvão vegetal, proveniente de colheitas externas à unidade de carbonização ou para utilização de produtos, subprodutos ou resíduos florestais, para produção de carvão vegetal, a fim de comprovação de origem.

Tanto a Taxa de Expediente como a Taxa Florestal citadas anteriormente deverão ser emitidas através do DAE, disponível neste link. O campo "Informações Complementares" deverá trazer obrigatoriamente as seguintes especificações:

  1. Especificação do produto ou subproduto florestal conforme Tabela para Lançamento e Cobrança da Taxa Florestal constante do Anexo II do Decreto 47.580, de 28 de dezembro de 2018 (RTF);
  2. O volume em metros cúbicos ou peso em quilos do produto ou subproduto florestal in natura colhido.

Taxa de expediente para o procedimento de DCF é de 124 UFEMG, cada UFEMG corresponde a R$ 3,7116 (três reais, sete mil cento e dezesseis décimos de milésimos) em 2020.

Para mais detalhes sobre formatos de arquivos e passo a passo, confira os manuais fornecidos ou entre em contato por meio do telefone (31) 3069-6601 ou envie sua dúvida para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Já para a exportação da madeira exótica é preciso realizar o cadastro no website do Portal Siscomex. Acesse o site, selecione a opção “portal único”, uma nova janela abrirá e clique em “habilitar a empresa”. Forneça todos os dados da empresa que deseja cadastrar. Vale lembrar que a exportação de mogno africano não depende de anuência do Ibama por ser uma espécie exótica. Também é preciso se atentar aos aspectos fitossanitários e quais condições que o país de destino exige.

Valor de venda da madeira de mogno africano

Como foi visto, há diversos formatos de se vender a madeira quando plantamos uma floresta no espaçamento indicado de 3 x 2 ou de 3,5 x 1,7 metros. Conforme a realização dos desbastes periódicos previstos, a madeira obtida nesses cortes iniciais já pode ser comercializada. No primeiro (4º ano) e segundo (8º ano) desbaste estima-se que o valor do metro cúbico dessa madeira em pé seja aproximadamente de R$ 22,92. Enquanto no terceiro (13º ano) e o corte raso (18º ano) poderá variar entre R$ 22,92 até R$ 2.516,01.

Os valores apresentados são apenas estimativas, sendo que o valor de venda da madeira pode variar de acordo com as negociações entre comprador e o produtor.

No Brasil, foi registrada a venda da madeira em pé de mogno africano de um plantio assessorado pelo Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Nessa negociação o comprador foi até a fazenda Murici em Barão de Monte Alto/MG, onde foi realizado o primeiro desbaste. O comprador selecionou as estacas já imunizadas, foram vendidas em 300 toras de 12 cm de diâmetro e 2,20 metros de altura. Sendo essas estacas vendidas pelo valor de R$ 12,00 sem tratamento. Frete pago pelo comprador (Fob).

  • Total comercializado: 6,27 m²
  • Total do Mogno Africano: R$ 3.600
  • Frete: R$ 2.000
  • Valor do m³: 574
  • Valor do euro: R$ 4,40
  • Valor do m³ em euro: R$ 130

Quem compra a madeira de mogno africano?

Países europeus e norte americanos são os que mais procuram pela madeira de mogno africano. Para se ter uma visão geral, listamos abaixo algumas empresas que já trabalham com essa madeira exótica:

A Associação Econômica para o Comércio de Madeira Alemã, GD Holz, localizada em Berlim, auxilia as empresas associadas nas áreas de comércio de madeira: atacado, varejo e folheados.

Para facilitar a comercialização, a empresa possui um banco de dados que fornece as localizações dos produtores de madeira e informa sobre as normas legais vigentes. Nessa plataforma há também informações sobre espécies, propriedades e aplicações do produto. A GD Holz reúne atualmente 930 empresas associadas na Alemanha, sendo possível encontrar interessados em adquirir a madeira de mogno africano.

Há também a Associação Espanhola de Comércio e Indústria da Madeira, AIEM, localizada em Madri, a qual também reúne um banco de dados de pessoas interessadas em adquirir a madeira de mogno africano.

Já no Brasil, listamos abaixo algumas empresas que trabalham com essa madeira exótica:

Outra opção para conhecimento do mercado tanto de madeiras comuns quanto exóticas, é utilizando o aplicativo WoodsApp desenvolvido pela BVRio, que permite aproximar silvicultores e compradores por meio da tecnologia.

A comercialização e os preços da madeira exótica variam de acordo com intempéries da economia, devido a lei da oferta e da procura. No entanto, é preciso se atentar a todos os aspectos de regularização para comercialização desta madeira. Para entender mais sobre a lucratividade, baixe nossa planilha modelo de investimento em mogno africano:

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Entenda também como funciona o desdobro da madeira e quais fatores influência na rentabilidade da madeira para serraria:

 

 

 

 

 

  

 

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