Plantar florestas comerciais é sustentável?

O Brasil já se tornou palco da exploração de recursos naturais e teve seu auge no período da colonização. Diversos produtos naturais eram extraídos e comercializados para o mercado internacional, principalmente produtos florestais como a madeira. Com a extração demasiada de árvores nativas, a coroa portuguesa restringiu o corte de determinadas espécies nativas que receberam o nome de “madeira de lei”

Ao passar dos anos foram criadas leis federais, estaduais e municipais a fim de evitar o desmatamento das matas nativas tanto para exploração madeireira quanto para abertura de áreas para atividades agrícolas. Para isso foram criadas delimitações como Reserva Legal (RL), Áreas de Preservação Permanente (APP) e Áreas Agricultáveis.

Apesar dessas restrições, o Brasil perdeu 71 milhões de hectares, equivalente a área dos estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Paraná (PR) e Espírito Santo (ES) somados entre 1985 e 2017. Nesse mesmo período a pecuária cresceu 43%. Essas informações foram disponibilizadas ao público pelo Projeto MapBiomas, entenda com mais detalhes como foram coletados os dados nesse artigo.

Ainda em maio de 2019, o Brasil de Fato publicou dados sobre a operação Arquimedes 1 e 2 que investigava 400 contêineres de empresas suspeitas de irregularidade no Chibatão em Manaus (AM). Esta operação prendeu funcionários do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por assinarem documentos fraudados de madeireiras da Amazônia. 

A Ação Civil Pública (ACP) que tramita na 7ª Vara da Justiça Federal sobre esta operação, estima que o dano ambiental seja de aproximadamente R$ 47.301.987,60 porém, o ganho obtido pelo desmatamento pode ser muito maior.

Por isso o grande desafio dos silvicultores, profissionais que se dedicam a criação de florestas, é conscientizar de que é possível realizar a prática de plantios comerciais de florestas de forma lucrativa e sustentável sem que haja a extração e nem desmatamento ilegal das matas nativas. 

O que são florestas comerciais?

As florestas comerciais são plantios organizados de determinada espécie florestal que tem como o objetivo principal a produção de produtos madeiráveis, não madeiráveis e derivados para atender uma demanda específica do mercado em conformidade com as leis vigentes. 

Quando o plantio é realizado em áreas agricultáveis de forma legal, é possível realizar o corte raso da floresta. Já em áreas de APPs não é possível realizar o corte raso, deve-se realizar o manejo sustentável da floresta seguindo as diretrizes estipuladas pelo município mais próximo da área em que se deseja cortar as árvores.

Florestas de pinus e eucalipto foram introduzidas inicialmente na região sul do Brasil e são exemplos de florestas comerciais para fins de produção de energia ou de celulose. Contudo, ao passar dos anos, houve a necessidade de madeiras mais duras e resistentes para fabricação de móveis por exemplo, ou seja, essas espécies passaram a ter sua madeira usada para serraria.

Hoje já é possível encontrar plantios florestais para produção de madeira nobre para serraria de diversas espécies como ipê roxo, acácia mangium, louro pardo e mogno africano. De acordo com o relatório emitido pelo IBGE em 2018, o segmento de madeira para construção civil, indústria moveleira, pisos laminados, postes e mourões  foi o que mais cresceu no último ano, cerca de 16,6% o que corresponde a R$ 4,5 bilhões.

Mas afinal, florestas comerciais são sustentáveis?

Pássaros, morcegos, insetos e fungos são exemplos que a copa, tronco e raízes das árvores abrigam ao longo dos anos e a extração ilegal das matas nativas prejudica não só essa biodiversidade, como também acarreta em prejuízo ambiental por não ser realizada a recomposição da floresta devastada. 

Além da biodiversidade, as árvores são responsáveis pelo equilíbrio no sistema hídrico, sem elas não haveria chuvas na parte central do continente. Uma vez que por meio da transpiração elas “devolvem” toda a umidade à atmosfera, por isso a floresta amazônica recebe o apelido pelos americanos de “rainforest” que significa em tradução livre “floresta da chuva”.

A ausência de recomposição das matas e poucos plantios comerciais no Brasil para serraria gera um déficit na produção de madeira causando o fenômeno do Apagão Florestal, de acordo com estudo desenvolvido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), além de trazer prejuízos ambientais.

Esse estudo da SFB sinaliza que há uma queda significativa no fornecimento de madeira de florestas nativas e aumento da demanda do mercado. Dessa forma, a criação de florestas plantadas além de atender uma demanda latente, reduz a pressão das matas nativas, diminuindo assim a necessidade de extração de árvores nativas centenárias que servem de abrigo para diversas espécies. Aproveite para conhecer mais sobre os benefícios benefícios ecológicos das florestas.

O reflorestamento comercial torna-se um investimento extremamente viável para quem deseja resultado em um tempo relativamente curto e que tenha extrema relevância no mercado, devido exatamente a esta demanda da madeira dura tropical e seu déficit de reservas naturais. É possível começar um plantio desde que siga alguns passos relacionados à manutenção e proteção da floresta.

Por isso, florestas exóticas, como as de mogno africano para serraria, utiliza-se da indústria madeireira limpa e surge como oportunidade de negócio sustentável uma vez que reduz significativamente a pressão das matas nativas e o desmatamento desenfreado.  Aproveite para conhecer as vantagens do mogno africano:

conheça vantagens mogno africano

 

 

 

 

 

  

 

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