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O tempo de corte ótimo do Mogno Africano pode ser visto sobre dois pontos de vista: o mercadológico e o técnico. Saiba mais sobre eles!

O tempo de corte do Mogno Africano pode ser entendida de dois pontos de vistas diferentes, do financeiro ou do técnico. Entende-se que a idade ótima de corte foi atingida a partir do momento em que o povoamento florestal está financeiramente maduro, isto é, quando a taxa anual de incremento, em valor, se torna igual a taxa anual de juros paga por outras modalidades de investimentos do ponto de vista financeiro. Já do ponto de vista técnico, seria quando a floresta atingiu o seu máximo potencial de produção anual de madeira.

Em ambos os casos o que determina essa idade é o crescimento da floresta, seja de forma positiva, que corresponde no desenvolvimento natural das plantas, ou de forma negativa, quando há restrições impostas por fatores externos (competição entre as plantas no campo e o estresse hídrico) ou ainda por fatores internos (mecanismos auto regulatórios e envelhecimento) de acordo com o engenheiro florestal, Boris Zeide.

Para saber o quanto de madeira é produzida ou ainda identificar o melhor momento para se realizar o manejo da floresta, é preciso monitorar seu crescimento em altura e diâmetro das árvores de um determinado talhão até o corte raso da floresta criando-se o inventário florestal. Esses dados serviram de base para calcular o quanto essa floresta cresceu em volume no último ano, (Incremento Corrente Anual – ICA) e o crescimento médio em volume em determinado período (Incremento Médio Anual – IMA). 

 

ICAt = Volt – Volt-1 (1)

IMAt = Volt/Idadet (2)


Onde:

ICAt – incremento corrente anual no período t.

Volt – Volume do talhão no período t, em m³ ha-1.

Volt-1 – Volume do talhão no período t-1, em m³ ha-1.

IMAt – Incremento corrente anual no período t.

Idadet – Idade do talhão no período t, em anos.

grafico 1

 

Tanto o ICA quanto o IMA servem de base para saber quanto de madeira foi produzida ao longo dos anos e como está o desempenho da floresta. Além de se ter maior controle sobre o desenvolvimento, por meio destes dados é possível identificar o melhor momento para manejo dos desbastes e corte raso da floresta, levando-se em consideração os aspectos financeiros.

No caso do mogno africano com espaçamento de 3 x 2 ou de 3,5 x 1,7 metros, a mensuração deve ser realizada anualmente a partir dos X anos de idade, sempre no mesmo talhão. Normalmente é possível notar que o crescimento das árvores cessam devido a competição entre elas, sendo recomendado o manejo dos desbastes, pois a retirada de indivíduos fará com que haja a retomada do crescimento das remanescentes. 

Os desbastes proporcionam um aumento do espaço disponível para cada árvore, equilibrando, assim, o crescimento da copa e do sistema radicular. Esta atividade pode, em função do peso, causar a diminuição da produção volumétrica total, mas sua execução é justificada por elevar a produção comercial ocasionada pelo aumento da dimensão das toras.

grafico 2

 

Assmann (1968), analisando essa reação dos povoamentos florestais aos desbastes, observou que as árvores remanescentes aumentavam rapidamente seu incremento, devido ao melhor aproveitamento dos fatores ambientais.

Este fenômeno foi denominado de efeito de aceleração de crescimento, que depende da idade da aplicação do desbaste e seu peso. 

Contudo, ao considerar os aspectos financeiros, outros indicadores são considerados para identificar o tempo de corte do Mogno Africano.

Neste contexto, é analisado o preço, juros e a projeção de receita gerada na venda da madeira, comparado ao valor aplicado em uma outra alternativa de investimento, como por exemplo poupança, tesouro direto, entre outras opções. Por meio dessa comparação é possível identificar o valor de venda e, encontrar assim, a maturidade financeira da floresta. Por isso, a mensuração e o inventário florestal são de suma importância e devem ser realizadas anualmente.

Ao se utilizar esse espaçamento, serão plantados cerca de 1.666 árvores por hectare (ha), reduzindo-se para 833 árvores por hectare no primeiro manejo, 416 árvores no segundo manejo e 208 árvores no terceiro manejo.

Esses períodos variam de acordo com o desenvolvimento da floresta e das atividades de manutenção executadas. Assim o momento do manejo dos desbastes será definido com base na produção de madeira, ou seja, com base na idade ótima de corte no aspecto financeiro e técnico.

Aspectos técnicos e financeiros

Portanto, compreender os aspectos técnicos e financeiros da floresta de mogno africano é fundamental para que seu investimento seja mais lucrativo.

A fim de conciliar tanto o fator financeiro quanto o crescimento ideal da floresta, é indicado que seja plantado no espaçamento 3 x 2 metros ou 3,5 x 1,7 metros, com realização dos desbastes periódicos. A madeira proveniente dos manejos podem trazer retorno financeiro ao produtor. Entenda com mais detalhes baixando a planilha modelo completa de investimento em mogno africano:

planilha de investimento

Escrito por Solano Martins Aquino.

 

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