Investir em florestas de madeiras nobres vale a pena?

Uma prática pouco conhecida e difundida aqui no Brasil são os investimentos florestais, principalmente os de madeira nobre. Hoje é comumente encontrado plantios organizados de pinus e de eucalipto destinados para produção de celulose e energia. Já as florestas nobres ainda são mais raras e destinadas para a construção civil e naval, indústria mobiliária, por exemplo.

A principal diferença entre elas não está apenas na finalidade da madeira, mas também no tempo de corte, lucratividade e a espécie selecionada para dar início ao negócio florestal. Há inúmeros fatores que influenciam na escolha da espécie além do clima e da topografia, como também a questão mercadológica.

O Brasil se encontra entre os maiores produtores de celulose e de energia por meio de plantios organizados de pinus e de eucalipto, porém está na dianteira ao se tratar de produção de madeira nobre.

Por isso, para entender mais em números a abrangência e a representatividade desse mercado na economia brasileira separamos alguns dados do relatório de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cenário do mercado florestal brasileiro

De acordo com o relatório PEVS de 2017, apenas no Brasil há 9,85 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo que 75,2% são de eucalipto e 20,6% de pinus, enquanto o restante (4,2%) são de florestas para outras finalidades, ou seja, há apenas 400 mil hectares plantados de florestas para outras finalidades até 2017.

Ainda de acordo com o relatório PEVS, as atividades de produção silvicultural foram responsáveis por movimentar cerca de R$ 14,8 bilhões, sendo o segundo ano consecutivo de crescimento registrado nesse setor.

O mercado de papel e celulose foram os que mais contribuíram com a receita gerada aproximadamente de R$ 5,1 bilhões, enquanto o setor para produção de madeira nobre, apesar de apresentar menor quantidade de hectares plantados no Brasil, foi o segmento que mais cresceu no ano, cerca de 16,6% gerando R$ 4,5 bilhões.

Este número tende aumentar devido ao fenômeno do apagão florestal identificado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) que prevê uma queda na produção de madeira e aumento da demanda do mercado até 2030.

Atualmente o Brasil produz aproximadamente 11 milhões de metros cúbicos de madeira extraída de florestas nativas e este número deverá cair para 5 milhões até 2030. Ao mesmo tempo, a demanda aumentará para 21 milhões gerando, assim, um déficit de 16 milhões de metros cúbicos de madeira até 2030.

Isto é, haverá aumento natural dos preços da madeira tropical devido a queda na produção. Apesar da estimativa desse aumento do preço ser em 2030, já foi registrado pelo IBGE um crescimento de 16,6% no ano atingindo conforme registrado no relatório PEVS de 2017.

Para que seja possível atender essa demanda futura seria necessário a partir de hoje, serem plantados 50.000 hectares de florestas para produção de madeira dura tropical todos os anos, desconsiderando a demanda de madeira para energia.

Porém, como as florestas apresentam tempo de crescimento mais lento, requerem um período maior para atingir a maturidade biológica que corresponde a formação do cerne da árvore, a parte dura da madeira. Por isso, as florestas são consideradas investimentos de longo prazo para formação de patrimônio, aposentadoria e até mesmo herança.

Portanto, diante deste cenário e tempo de maturação para produção de madeira, há uma janela de oportunidade para atender uma demanda latente até 2030 para formação de novos plantios.

Mas afinal, o que são florestas nobres?

Florestas nobres são plantios organizados com objetivo principal de obter madeira nobre para atender à construção naval, indústria moveleira, construção civil, fabricação de pallets, painéis e chapas de madeira, pisos laminados, postes e mourões, entre outros produtos. Mas não são todas as árvores que produzem madeira nobre.

Ipê roxo, teca, guanandi e mogno africano são exemplos de espécies que produzem madeira nobre. Cada uma delas requerem cuidados e manejo específicos, além de apresentar idade de maturação diferente. Os principais cuidados são na fase de pré-plantio com análises e correções de solo. Após a implantação da floresta com o plantio das mudas, a manutenção e monitoramento deve ser realizado anualmente.

Por exemplo, o ipê roxo é indicado para regiões mais frias, sendo recomendado o plantio de três mudas por cova, sua maturação se dá aos 25 anos de idade. Enquanto o mogno africano apresenta maturação mais precocemente, entre 13 e 15 anos de idade e é indicado em regiões mais quentes, onde não há ocorrência de geadas.

A maturação biológica corresponde a formação do cerne, parte central e dura da madeira muito utilizada na construção civil, a qual apresenta maior valor agregado no mercado. Geralmente a maturação coincide com o payback do projeto florestal, ou seja, é o momento em que todo investimento inicial com a implantação é pago, sendo possível obter lucro.

As madeiras nobres são mais pesadas, densas e apresentam alta resistência ao ataque de fungos e insetos por terem mecanismo de defesa que inibe o ataque desses organismos. Outra característica é o aspecto estético que ela apresenta, a qual é de bom comportamento tecnológico e isento de odor. Por isso, apresentam maior valor agregado.

Diferenças entre floresta nobre e comum

Florestas comuns de pinus e de eucalipto são facilmente encontradas no Brasil para produção de celulose e energia. Essas espécies se popularizaram por não exigir tantos tratos culturais. “Na teoria, ele se desenvolve em qualquer tipo de solo, qualquer tipo de condição climática", esclarece a engenheira agrônoma Elisia Galvão em entrevista à Revista Agropecuária.

O eucalipto ainda se destaca pelo tempo de crescimento precoce em relação a outras espécies, por exemplo, a muda clonada apresenta tempo de corte entre o 5°e 7° ano de idade, já a seminal apresenta poda inicial entre o 10º a 12° anos. Caso opte para produção de uma madeira mais densa, é recomendado que o corte seja realizado entre 20º a 24º anos.

Já o mogno africano é possível obter madeira mais densa a partir dos 13 anos, idade em que a floresta atingiu a maturidade biológica e também sendo possível obter o payback do investimento quando adotado espaçamento ideal de 3 x 2 ou de 3,5 x 1,7 metros. 

Portanto, as florestas são investimentos de longo prazo para se obter o retorno do capital investido, logo, são duas atividades bem diferentes, tanto em relação ao tempo de retorno e sua lucratividade. Apesar das florestas nobres requererem mais tempo para maturação são as que apresentam maior retorno financeiro.

Para entender mais sobre a lucratividade do mogno africano, baixe nossa planilha modelo de investimento.

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