Há duas formas de identificar se a floresta de mogno africano atingiu a idade de ótima de corte. Uma das formas seria por meio de estudos financeiros em relação ao preço de venda da madeira praticado no mercado. Já a outra forma seria do ponto de vista técnico, que está correlacionado com a produção anual de madeira da floresta em si.

Idade ótima de corte: ponto de vista técnico

Do ponto de vista mais técnico, é preciso monitorar os indicadores de incremento corrente anual (ICA) e o incremento médio anual (IMA). A ICA é o cálculo que se obtém sobre o crescimento em volume da floresta no último ano. Já a IMA refere-se ao crescimento médio da floresta até aquela idade. A fórmula de cálculo delas pode ser observada nas seguintes equações:

ICAt = Volt - Volt-1 (1)
IMAt = Volt/Idadet (2)

Onde:
ICAt - incremento corrente anual no período t.
Volt - Volume do talhão no período t, em m³ ha-1.
Volt-1 - Volume do talhão no período t-1, em m³ ha-1.
IMAt - Incremento corrente anual no período t.
Idadet - Idade do talhão no período t, em anos.

Logo, ao se tratar de uma floresta que se deseja obter apenas volume de madeira sem a realização dos desbastes, a idade ótima de corte é atingida quando o valor do IMA é igual ao valor do ICA. No gráfico abaixo, é possível observar o comportamento da produção de madeira ao longo do tempo, levando em consideração o IMA e ICA, identificando, assim, a idade ótima de corte.

 incremento volume idade otima corte mogno africano

Idade ótima de corte: maturidade financeira

Contudo, ao considerar os aspectos financeiros, outros indicadores são considerados para identificar a idade ótima de corte. Neste contexto, é analisado o preço, juros e a projeção de receita gerada na venda da madeira, comparado ao valor aplicado em uma outra alternativa de investimento, como por exemplo poupança, tesouro direto, entre outras opções. Por meio dessa comparação é possível identificar o valor de venda e, encontrar assim, a maturidade financeira da floresta. Por isso, a mensuração e o inventário florestal são de suma importância e devem ser realizadas anualmente.

No gráfico abaixo, é apresentada a curva formada a partir da variação da aplicação financeira e da idade da floresta que não adotaram os desbastes periódicos. Quanto mais nova a floresta, maior é o índice de variação da aplicação.

valoracao percentual capital idade otima

Importância do manejo para idade ótima de corte

A fim de conciliar esses dois aspectos analisados para identificar a idade ótima de corte, é recomendado adotar o espaçamento 3 x 2 metros para plantios puros de mogno africano. Ao se utilizar esse espaçamento, são previstos três desbastes no segundo e quarto ano, sétimo ano e, por fim, no décimo segundo ano, os quais influência no crescimento e na variação do índice da aplicação financeira conforme mostra o gráfico. 

potencial povoamento area basal idade desbaste

Portanto, por meio dos gráficos analisados anteriormente é possível notar que os desbastes influenciam na produção de madeira. Quando o objetivo é a criação de floresta para produção de madeira para serraria, o principal objetivo é aumentar a produção quantitativa e qualitativa de madeira, por isso, o espaçamento 3 x 2 metros é recomendado por trazer maior aproveitamento da área de plantio.

Ao se utilizar esse espaçamento, será plantado cerca de 1.666 árvores por hectare, sob condições favoráveis, os desbastes deverão reduzir para 950 árvores por hectare entre o segundo e quarto ano, 476 árvores por hectare no sétimo ano e 238 árvores por hectare no décimo segundo ano. Esses períodos foram definidos com base na produção de madeira, ou seja, com base na idade ótima de corte no aspecto financeiro e técnico conforme apresentado anteriormente.

O espaçamento recomendado faz com que as árvores concorram entre si, porém em um dado momento elas cessam o crescimento. Por isso, é indicado realizar o desbastes seletivo ou sistemático, pois a retirada das árvores fará com que haja a retomada do crescimento das remanescentes.

Os desbastes proporcionam um aumento do espaço disponível para cada árvore, equilibrando, assim, o crescimento da copa e do sistema radicular. A aplicação de desbastes pode, em função do peso, causar a diminuição da produção volumétrica total, mas sua aplicação é justificada por elevar a produção comercial ocasionada pelo aumento da dimensão das toras. Assmann (1968), analisando essa reação dos povoamentos florestais aos desbastes, observou que as árvores remanescentes aumentavam rapidamente seu incremento, devido ao melhor aproveitamento dos fatores ambientais. Este fenômeno foi denominado de efeito de aceleração de crescimento, que depende da idade da aplicação do desbaste e seu peso.

Portanto, compreender os aspectos técnicos e financeiros da floresta de mogno africano é fundamental para que seu investimento seja mais lucrativo. A fim de conciliar tanto o fator financeiro quanto o crescimento ideal da floresta, é indicado que seja plantado no espaçamento 3 x 2 metros e realizado os desbastes periódicos. A madeira proveniente desses desbastes podem trazer retorno financeiro ao produtor. Entenda mais sobre os aspectos financeiros baixando a planilha modelo de investimento em 1 hectare de mogno africano:

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