Como saber se a minha área é boa para o mogno africano?

O cultivo do mogno africano para fins comerciais requer cuidados para obter o máximo do potencial produtivo que ele expressar. Esta espécie exótica exige alguns cuidados que influenciam na escolha da área devido às suas características ecológicas. 

Para saber se a área é apta para o mogno africano ou se apresenta limitações, deve-se analisar o nível de desenvolvimento empregado (primitivo, pouco desenvolvido e desenvolvido), combinado com os seguintes fatores:

  • Fertilidade do solo; 
  • Profundidade;
  • Água;
  • Oxigênio;
  • Erodibilidade;
  • Clima;
  • Declive;
  • Mecanização.

As características de cada um deles são determinantes para saber se o mogno africano possui viabilidade técnica nessa área ou se é possível realizar atividades específicas para transformar em uma área apta para esta cultura.

Características ideais para cultivo do mogno africano

Por se tratar de uma espécie que ocorre em regiões savânicas, essa planta apresenta maior tolerância a longos períodos de estiagem, contudo deve se associar este fator com o índice de aridez do solo, ou seja, condições extremamente áridas e com longos períodos de estiagem podem se tornar fatores limitantes ao cultivo. Contudo a estiagem também contribui para o processo de cernificação atingindo assim a maturação biológica precocemente. O mogno africano não apresenta resistência à geadas severas, sendo este um fator limitante. Portanto, também não é recomendado plantar em regiões com clima muito frio, uma vez que temperaturas baixas afetam seu metabolismo principalmente no processo de transpiração da planta afetando diretamente no crescimento e consequentemente na produtividade florestal. 

Por isso fique atento a altitude do local de plantio, pois quanto maior a altitude, menor é a temperatura. De acordo com estudos e análises desenvolvidas pelo IBF, foi constatado de que a altitude ideal varia entre 500 a 1.000 metros. Vale ressaltar que esta característica ideal deve estar aliada aos outros 6 fatores para se obter produtividade satisfatória do mogno africano.

Outro elemento climático que deve ser analisado é o índice pluviométrico, que deve ser superior a 800 milímetros ao ano. Em locais onde o índice pluviométrico esteja entre 1.000 a 1.500 mm por ano, é necessário estudar cuidadosamente as características do solo como o nível de drenagem da água. A aeração do solo permite o enraizamento e oxigenação das raízes, juntamente com o fator da profundidade do solo. Recomenda-se solos com mais de 2 metros de profundidade.

Por isso, é essencial analisar a fertilidade da terra principalmente a fertilidade física que está ligada a granulometria, definida pelos percentuais de argila, areia e silte do solo. Essas características irão indicar a porosidade e a densidade. Por exemplo, solos extremamente argilosos dificultam o crescimento das raízes, enquanto solos com um alto nível de areia há a perda de nutrientes mais rápido, sendo esse fenômeno conhecido como lixiviação. Já solos paludosos (encharcados) não permitem a entrada de oxigênio, além de ser ambiente ideal para proliferação de fungos que podem danificar o mogno africano. Em entrevista sobre o assunto, Solano Martins Aquino, diretor presidente do IBF ressalta que “a quantidade de argila, areia e rochas indicam se o solo apresenta fácil penetração da água, ou se ele é alagadiço (arenoso/paludoso) que encharca facilmente apresentando ambiente propício para proliferação de fungos que podem matar a planta”.

Outro ponto a ser analisado é a fertilidade química que deve apresentar equilíbrio das reações químicas entre substâncias como cátions (Cálcio, Magnésio, Potássio e Sódio) e íons (Fósforo e Enxofre) e dos micronutrientes (Boro, Cobre, Ferro, Manganês e Zinco). O desequilíbrio entre esses nutrientes pode tornar o solo mais ácido ou básico, isto é, influência no PH, impactando diretamente no desenvolvimento da planta. 
O mogno africano apresenta melhor desenvolvimento em solos básicos, pois favorece a formação da parede celular dificultando o ataque de pragas e doenças. Caso não haja equilíbrio químico para o cultivo desta espécie na maioria das vezes há a opção de se corrigir o solo. Por isso, a análise química do solo é recomendada a fim de identificar os níveis de suficiência e insuficiência de cada nutriente e se há substâncias tóxicas que podem trazer prejuízos ao produtor. Dessa forma, por meio dos dados obtidos na análise é possível identificar o percentual desses nutrientes e se há a necessidade de alguma correção. Essa interpretação deve ser realizada por profissional qualificado, pois irá recomendar as quantidades corretas além de analisar se o custo de correção é viável financeiramente.

E, por fim, o nível de declive da área pode se tornar um fator limitante ao cultivo do mogno africano. Quando maior for o declive maior a dificuldade de se realizar o trabalho mecanizado devido aos riscos operacionais neste caso pode ser feito à operação manual, porém quanto trata-se de áreas com mais de 45% graus, estas áreas são impróprias, pelo ponto de vista ambiental, uma vez que são enquadradas no instituto da APP (Área de Preservação Permanente). Já as áreas planas costumam ser mecanizadas, contudo, deve-se observar a presença de rochas que podem danificar o maquinário, tornando a operação inviável.
Outro fator que deve ser levado em conta na avaliação de aptidão da área é a erodibilidade, ou seja, a susceptibilidade erosão, que pode tornar-se um fator limitante quando combinado a forte declividade do solo. Todas essas características  estão ligadas às classes de aptidão da área para plantar mogno africano e podem impactar diretamente na viabilidade do negócio florestal.

Viabilidade financeira do negócio florestal

Como visto anteriormente existem inúmeros detalhes que devem ser analisados antes de plantar o mogno africano, contudo, pode-se desempenhar atividades específicas para tornar a terra apta. Essas atividades geram custo ao produtor, sendo assim, é possível definir a viabilidade do projeto florestal de mogno africano por meio da visão panorâmica das características da propriedade onde será realizado o cultivo. Por isso, a análise da terra que mostra um diagnóstico do ponto de vista da fertilidade física e química, é essencial para determinar a quantidade de insumos necessários no processo de correção de solo. Além disso, a topografia do local contribui para determinar se as atividades serão realizadas de forma manual, mecanizada ou semimecanizada.

Dessa forma, despender algum tempo analisando todos os detalhes listados anteriormente evita surpresas desagradáveis ao investidor. Este estudo minucioso é importante para obter o máximo da produtividade ou dentro de uma linha tolerável ou satisfatória do ponto de vista econômico e financeiro. Sendo que no projeto financeiro deverá conter todos os gastos não só no preparo e implantação, como também as atividades de manutenção até o corte raso da floresta. Além do estudo de localização para escoamento do produto para os mercados consumidores.

Portanto, para saber se a área é boa para o mogno africano devemos analisar as características relacionadas a propriedade em si (fertilidade, profundidade, água, oxigênio, erosão, clima, declive e mecanização), as características biológicas da planta, a localização da propriedade, os aspectos mercadológicos e financeiros. Para entender mais sobre a lucratividade baixe gratuitamente a planilha de investimento em mogno africano:

 

 

 

 

 

 

  

 

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