Estudo realizado pelo Seviço Florestal Brasileiro (SFB) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) anunciam o "Apagão Florestal" Brasileiro
A produção de madeira nativa da Amazônia em áreas privadas deve baixar 64% nos próximos vinte anos. Atualmente, o Brasil produz cerca de 14 milhões de metros cúbicos. Número que deve cair para 5 milhões até 2030. Nesse mesmo período, de acordo com a previsão de técnicos do governo, a demanda deve quadruplicar, chegando a 21 milhões de metros cúbicos. Os dados são resultado de um estudo realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
De acordo com o Presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, Solano Martins Aquino, é preciso implantar florestas comerciais de madeiras nobres para suprir este mercado sem ter que avançar sobre as florestas nativas. Solano argumenta que também é necessário diversificar a cultura de lavouras de ciclos curtos com o cultivo de espécies de longo prazo, como por exemplo o guanandi, que produz entre 18-20 anos e tem alta rentabilidade. As pesquisas do Ipam apontam claramente para um apagão florestal grave no país, pois estávamos acostumados com a extração de madeiras nativas e por outro lado a silvicultura tradicionalmente focada em culturas de rápido crescimento e baixo valor agregado como o pinus e eucalipto.
A primeira madeira de lei do Brasil, o Guanandi (Calophyllum brasiliensis), possui características específicas que o torna um ótimo empreendimento comercial nas áreas de reflorestamento e madeireiras, além de outras atividades que extraem dessa árvore sua matéria-prima.
Decretada em 7 de Janeiro de 1835, como uma madeira de lei esta se tornou referência na economia brasileira. A partir do decreto a espécie foi denominada como madeira nobre, ou seja, possui maior durabilidade natural, bom aspecto e elevada estabilidade em todos os sentidos.
Características gerais: Nome popular: Guanandi, Olandi ou Jacareúba. Nome científico:Calophyllum brasiliensis Floração: Setembro - Novembro Frutificação: Abril - Julho Altura média: 20 a 30 metros Diâmetro do tronco: 40 a 60 cm. Características: Casca suberosa e fissurada. Possui uma grande durabilidade e resistência, podendo ser cultivada desde solos com pouca fertilidade até solos alagados. Utilidades comerciais: Fabricação de móveis finos, construção civil e naval.
Por ter um grande retorno financeiro, o Instituto Brasileiro de Florestas - IBF - foca há mais de 5 anos na produção do Guanandi, espécie genuinamente brasileira. O conceito trabalhado pelo IBF é comprovar a viabilidade do cultivo de uma espécie florestal nativa, com qualidades superiores as exóticas tradicionalmente cultivadas (pinus, eucalipto e teca).
A música é o tema mais relevante e recorrente na vida dos jovens, dado comprovado no Dossiê Universo Jovem MTV. E desde que o rock nasceu, é sinônimo de contestação e de rebeldia, do desejo de mudar o mundo. Partindo desta paixão, o movimento MudaRock une jovens internautas, utilizando as redes sociais como meio de comunicação e o rock como expressão de seu desejo de mudança.
Em parceria com Erasmo Carlos e as editoras que administram sua obra, artistas que apoiam o MudaRock vão regravar em 2012 dez sucessos de seu repertório, que serão disponibilizados para download gratuito no site, que entra no ar no início de 2012. A cada download, uma árvore será plantada. Serão 10 músicas e videoclipes, conteúdo produzido e divulgado com exclusividade pelo MudaRock, com o objetivo de alcançar cem mil downloads para cada obra, totalizando um milhão de árvores.
Pequenos agricultores encontraram uma forma de ganhar dinheiro.
Eles plantam para compensar danos ambientais causados por poluição.
Em uma área que estava abandonada, agora crescem mudas de eucalipto, de árvores nativas, entre elas o ipê, no reflorestamento comunitário do assentamento Antônio Tavares, em Querência do Norte/PR. O projeto é uma parceria entre as famílias dos agricultores, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Programa Paraná Biodiversidade.
Há três anos eles criaram uma cooperativa com o objetivo de negociar os créditos de carbono. “Podemos recuperar a área e depois fazer a exploração da madeira, através da venda do eucalipto, e do crédito de carbono”, explica Salete Schwertz, presidente da cooperativa.
O projeto também permite que o agricultor faça o plantio das árvores consorciando com culturas de retorno mais rápido, como a mandioca.
De acordo com Higino Aquino, diretor de desenvolvimento institucional do Instituto Brasileiro de Florestas, esse mercado é uma alternativa viável para a proteção dos recursos hídricos, pois a maior parte dos projetos de carbono florestal são desenvolvidas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) em beiras de rios e nascentes. Assim como a Coopercarbono, organizada no Paraná, existem exemplos que deram certo em outras regiões. Para se ter uma ideia, a Coopercarbono já soma 380 hectares em restauração, beneficiando mais 180 pequenos agricultores, estimando-se o sequestro de 102,6 toneladas de carbono. Aquino ainda ressalta que o preço da tonelada de carbono tem aumentado a cada ano (na Coopercabono tem sido vendido a R$ 25,00/ton.). Porém outros mercados já tem praticado valores maiores, ultrapasando R$ 42,00/ton., viabilizando ainda mais a elaboração de projetos de carbono, tanto para pequenos, quanto para grandes proprietários rurais.
O IBF através de pesquisas na área de manejo e nutrição desenvolveu técnicas de cultivo em tubetes de 290 cm³, obtendo como produto final uma “Muda Padrão”, com altura entre 40 cm e 60 cm.
Mudas Nativas produzidas em tubetes de 290 cm³ com substrato florestal adequado e adubação de base com fertilizantes inteligentes (adubo de liberação lenta, ex: Osmocote Plus "15-09-12" 8-9 meses) propicia um desenvolvimento maior da parte aérea com folhas bem nutridas, o que possibilita mudas bem rustificadas com maior índice de pegamento e resistência a pragas e doenças.
Produção de mudas nativas em Tubetes de 290 cm³
Tubetes plásticos utilizados na capacidade de 290 cm³ e acondicionados em bandejas próprias ou telas de arames gavanizados de 2", são recipientes mais indicados para produção de mudas florestais nativas e com melhor aceitação no mercado atualmente. Apresentam como vantagens o uso racional da área do viveiro, permitindo o acondicionamento de um número grande de mudas, automatização do sistema de produção, desde o seu enchimento até a semeadura e expedição das bandejas para a área de germinação. Os tubetes também podem ser reutilizados por mais de dez anos, dependendo da qualidade do plástico utilizado na sua fabricação e do adequado armazenamento.
Um cuidado especial na escolha dos tubetes é em relação à existência de estrias verticais internas que direcionem as raízes para a abertura inferior dos mesmos, onde serão podadas pelo contato com o ar.