Conheça 3 espécies nativas para Cerca-Viva

Sansão do campo, maricá e aroeira pimenteira são mudas nativas pioneiras que, ao serem plantadas e podadas corretamente, formam uma cerca-viva que trazem privacidade, proteção, quebra ventos, redução de ruídos e deixam o local mais bonito devido aos aspectos ornamentais que essas espécies trazem. Cada uma delas tem suas peculiaridades que devem ser consideradas antes de adquirir a muda como: altura que pode chegar, espécie, diâmetro de seu troco, flores, frutos, espinhos, tempo de crescimento, entre outros aspectos. Adaptam-se facilmente em qualquer tipo de solo, sendo apenas necessário espaço para que cresça.

A quantidade e o espaçamento irá variar de acordo com a sua intenção. Segundo o especialista do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), a quantidade deve ser entre 4 até 10 mudas por metro.

Caso queira uma cerca bem fechada para evitar a passagem de animais, quebrar o vento e até mesmo trazer mais privacidade, irá precisar de um espaçamento menor. Ou ainda, se preferir que seja mais aberta, o espaçamento entre elas deverá ser maior, consequentemente menos mudas. Portanto, converse com um especialista da área ou com o órgão que irá adquirir as mudas para verificar a melhor distância entre elas.

Além disso, deve-se considerar que essas espécies, indicadas para cerca-viva, apresentam crescimento muito rápido quando plantadas em locais em que há espaço para enraizar. O crescimento anual médio delas é de 1 a 1,2 m por ano, ou seja, requerem cuidados como poda regularmente.

Nossos especialistas recomendam que sejam feitos sulcos de 30 centímetros para fazer a cova com os seguintes adubos a cada metro de cerca:

  • 2 kg de esterco animal;
  • 100 g de fosfato super simples;
  • 250 g de NPK 04-14-08;
  • 130 g de calcário.

Dessa forma, é importante definir qual o principal objetivo que deseja com a cerca viva para que, assim, a sua decisão de compra seja mais assertiva e evite decepções após a aquisição. Outro ponto a ser considerado na compra, são os espinhos que variam de espécie para espécie. Vamos conhecer mais um pouco do Sansão do Campo, Maricá e Aroeira Pimenteira?

 

 

 


Sansão do campo (Mimosa caesalpiniifolia)

Sabiá, cebiá ou sansão do campo é nativo da região da caatinga mais utilizado para fazer cerca-viva, sendo comumente encontrado na região Nordeste. Ele apresenta rápido crescimento que contém vantagens que o tornam ideal para a formação de cerca viva.

O sansão do campo necessita de pouquíssima manutenção dependendo da situação, por ser bastante rústico e resistente, dispensando inclusive as podas. Diferente do maricá, o sansão do campo possui espinhos semelhantes ao da roseira - curtos e pequenos - sendo ideal para evitar invasores, além de formar uma proteção contra a poeira das estradas e quebra ventos.

Também apresenta pequenas flores brancas que acrescentam valor ornamental à cerca viva. O diferencial em relação às outras espécies listadas, é a utilização para atração de abelhas devido ao seu aspecto melífero.

Sansão do Campo - Cerca-Viva

  •  Nome popular: sansão do campo, sabiá, cebiá
  • Altura: 5 a 10 metros de altura;
  • Diâmetro do tronco: 20 a 40 cm de diâmetro;
  • Espinho: sim, parecidos com as da roseiras;
  • Flores: brancas dispostas em inflorescências e melíferas;
  • Frutos: secos de coloração marrom (não comestíveis);
  • Folhas: alternas espiraladas, compostas bipinadas, geralmente, com 3 pares de pinas opostas, glabros, de 3-8 cm de comprimento.

 

 

 Maricá (Mimosa bimucronata)

Nativo da mata Atlântica, o maricá (mimosa bimucronata) ganha notoriedade com suas pequenas flores brancas que exalam um cheiro doce durante sua floração que pode durar até três meses.

Apesar de sua beleza, essa espécie apresenta grandes espinhos que podem chegar até 5 cm, quando adulta. Esses espinhos grandes fizeram com que o maricá ganhasse o apelido de “espinheiro de cerca” e “espinheiro de maricá”, sendo ideal para quem prioriza proteção do local e que quer impedir a passagem de animais pela cerca.

Essa espécie é muito comumente encontrada em praças, parques e jardins nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país. Sua madeira também é muito utilizada para construção civil, lenha, marcenaria e até mesmo no uso ornamental como no caso da cerca viva e suas flores para perfumaria.

Flores - Maricá

 

  • Nome popular: maricá, silva, espinheiro, espinheiro de maricá, espinheiro de cerca, angico preto;
  • Altura: 5 a 10 metros de altura;
  • Diâmetro do tronco: 20 a 30 cm de diâmetro;
  • Espinho: sim, 4 a 5 cm de comprimento quando adulto;
  • Flores: inflorescências em panículas amplas com flores brancas;
  • Frutos: legume (lomento) e achatado (não comestíveis);
  • Folhas: compostas bipinadas, com eixo comum (pecíolo + raque) pubescente e canaliculado.

 

 

 

 Aroeira Pimenteira (Schinus terebinthifolia)

Pioneira e nativa, a aroeira pimenteira é muito comum em beira de rios, córregos e várzeas, entretanto, se adapta bem em terrenos secos e pobres sendo comumente encontrado no Centro-oeste, Nordeste, Sudeste e Sul do país.

A aroeira pimenteira produz frutos em drupas globosas de coloração vermelho-brilhante muito apreciados pela avifauna. Esse fruto também é conhecido como pimenta rosa e é muito utilizado na culinária francesa como condimento.

Ao contrário do maricá e do sansão do campo, a aroeira pimenteira não produz espinhos, porém, devido ao seu porte e crescimento acelerado é mais facilmente encontrada em fazendas e em beiras de estradas.

Aroeira Pimenteira - Fruto

  • Nome popular: aroeira pimenteira, aroeira mansa, aroeira vermelha, aroeira, aroeira precoce, aroeira da praia, aroeira do brejo, aroeira negra, aroeira branca, aroeira do campo, aroeira do sertão, fruto de raposa, aroeira do paraná, fruto de sabi, coração de bugre, aguaraiba, bálsamo, cambuí, cabuí;
  • Altura: 5 a 10 metros de altura;
  • Diâmetro do tronco: 30 a 60 cm de diâmetro;
  • Espinho: não;
  • Flores: flores pequenas de cor esbranquiçada em inflorescências;
  • Frutos: drupas globosas de cor vermelho-brilhante quando maduras (comestíveis);
  • Folhas: compostas imparipinadas, fortemente aromáticas.

 

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