Por que o Mogno-Africano no Brasil?

Quando fazemos um estudo com o objetivo de encontrar a melhor solução para um projeto florestal, levamos em conta os benefícios da espécie associados a fatores externos. No caso do mercado de madeiras tropicais duras, estima-se uma redução da oferta e grande aumento da procura para os próximos 20 anos, o déficit pode chegar a mais de 16 milhões de metros cúbicos apenas no Brasil.

Pressionado pelo aumento da demanda e do preço, projetos de florestas plantadas estão sendo cada vez mais exigidos, principalmente com relação a produtividade e qualidade, e neste sentido o cultivo do Mogno-Africano atinge bons lucros para cada hectare plantado, sendo o investimento basicamente concentrado na criação e manutenção da floresta. O Mogno-Africano tem uso comercial extraordinário, devido às características tecnológicas e à beleza da madeira. O mercado para a madeira do Mogno-Africano é consolidado e atende uma enorme rede de consumidores, desde marcenarias atacadistas, indústrias moveleiras, lâminas e instrumentos. A madeira é usada em movelaria, faqueado, construção naval e em sofisticadas construções de interiores e inúmeros produtos especiais.

 

O mercado de madeiras tropicais duras apresenta uma tendência geral de aumento do preço do metro cúbico. A madeira tropical dura serrada tem um preço médio acima de 500 dólares, já o Mogno-Africano, tem seu valor cotado entre 1.000 a 1.500 dólares.

 

Com relação a produtividade da floresta é indiscutível a vantagem competitiva do Brasil, liderando o ranking de nível de produtividade por hectare, seguido pela China, Indonésia e Austrália. Levando em conta o fator ambiental, no Brasil a exploração de florestas naturais da Amazônia coloca-se em uma posição delicada, aumentando a cada dia o custo ambiental de exploração de madeira de áreas naturais, estima-se que a produção de madeira nativa da Amazônia em áreas privadas deve baixar 64% nos próximos vinte anos.

 

No Brasil, o mercado de florestas plantadas é concentrado na cultura do eucalipto e pinus, mais de 7 milhões de hectares, o Mogno-Africano complementam em menor quantidade de área, em torno de 30 mil hectares. Florestas e plantações de madeira são por séculos como uma atividade econômica estável.

Dentro do contexto tecnológico, a silvicultura é bem avançada no Brasil. No caso mais específico do Mogno-Africano, houve transferência de tecnologia de produção oriundas da Austrália, o que impulsionou ainda mais a cultura no país. Paralelo a questão de produção e manejo, o Mogno-Africano se adaptou muito bem em várias regiões do Brasil, o que possibilitou e estimulou a implantação de novos empreendimentos pelo país. Outro detalhe importante é de que o manejo de Mogno-Africano agrega alto valor até em pequenas áreas, uma vez que projetos de implantação de 5 a 10 hectares por ano possuem viabilidade para atuar na exportação, seja de madeira em toras ou serradas.

 

Conforme participação no Workshop Internacional de Mogno Africano, Simon Penfold, Diretor da African Mahogany Australia (AMA) indicou alguns aspectos que posicionam o Brasil como um potencial pólo produtor de Mogno-Africano, como:

  • Disponibilidade por solos jovens e férteis;
  • Necessidade de insumos para correção dos solos, sem necessariamente para estimular o crescimento;
  • Baixo risco de incêndios;
  • Baixo custo para envios de madeira para China, Estados Unidos e Europa;
  • Potencial de Carbono.

Assim sendo, concluiu que o Brasil possui um cenário de atratividade e crescimento para empreendimentos de Mogno-Africano, além do baixo custo de operação.

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