Estudo publicado na Science aponta redução na produtividade global de plantas
Ao contrário do que se imaginava, o aquecimento global não faz as plantas crescerem mais. Pelo contrário, um estudo publicado na revista Science, mostra que a produtividade dos vegetais tem sofrido queda em todo o mundo. A pesquisa foi feita com base em dados de satélites da Nasa.
Pode-se dizer, que produtividade é a taxa do processo de fotossíntese usada pelas plantas verdes para transformar energia solar, dióxido de carbono e água em açúcar, oxigênio e tecido vegetal.
Apesar de estudos anteriores terem apontado aumento na produtividade global de plantas terrestres, o que se observa na prática é um declínio de 1% neste número, desde a última década. Teoricamente, o aquecimento planetário produziria condições favoráveis de temperatura para o crescimento vegetal, porém, na prática, a elevação das temperaturas causa estresse hídrico e excesso de carbono na atmosfera, devido à respiração vegetal. A redução de 1% parece insignificante, mas, de acordo com os pesquisadores, é um sinal alarmante se pensarmos na produção de alimentos, biocombustíveis e no ciclo global de carbono.
Informações de Info Abril: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/plantas-crescem-menos-com-aquecimento-global-28082010-13.shl
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200 Milhões de árvores









Comentários
Ainda vivemos, agora mais intensamente, o conflito de posições entre os que defendem e os que atacam as bases da teoria do Aquecimento Global. Todos os dias, nas diferentes formas de mídia (muitas das vezes tendo como pano de fundo nítidas posições políticas), pode-se observar a quantidade de informações que, em síntese, massacram a cabeça do ser humano não iniciado (entenda-se a grande maioria da sociedade).
Muitas informações são extremamente oportunas, outras suposições, muitas das vezes sem qualquer sustentação científica. Como os não iniciados não conseguem perceber a diferença entre as duas situações, acabam por, gradativamente, se afastando da discussão do tema, transferindo para o segmento dito dos iniciados (pesquisadores, cientistas, ecologistas, políticos, etc.) o andamento do assunto.
As pesquisas já mostram isso com muita clareza; a realizada pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, na Região da Grande Vitória / ES (municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica (cerca de 1000 entrevistas / erro de 3% e intervalo de confiança de 95%) deixa claro que a sociedade como um todo reconhece a importância do tema, porém se diz fora do processo de decisão e, ao ser submetida a aprovar ou rejeitar teses corretas (fundamentadas cientificamente ) e não corretas, reage, demonstram um nítido e visível desconhecimento sobre o contexto das Mudanças Climáticas.
Ou seja, a sociedade prioriza o assunto e está aberta a um processo de conscientização , porém o processo que se está adotando hoje – vale mais, muitas das vezes, o impacto do título da matéria do que seu conteúdo – está gerando uma ação de entropia que nos parece muito perigosa, sobretudo se levarmos em conta que não há solução para o problema se não houver uma íntima e consciente participação da sociedade.
Onde está a origem das falhas que levam a esta realidade?
São muitas. Começam nas escolas de ensino básico, fundamental, médio e médio técnico que ainda não perceberam que meio ambiente não pode ser discutido apenas em sala de aula dissociado da realidade da comunidade do seu entorno, das instituições de ensino superior que ainda não perceberam a importância de gerar gestores (nas várias áreas de formação) ambientais que possam atuar a partir de suas futuras atividades profissionais, do Poder Público que não assume a sua responsabilidad e de estruturar campanhas de conscientização , do segmento político que em muitas das vezes define leis totalmente dissociadas da realidade, para citar apenas algumas, que acabam por levar a sociedade a este processo de afastamento em relação aos assuntos ligados à temática ambiental.
A quem interessa este estado de coisas?
Quem ganha, quem perde com isso?
Será que a tática é “pagar para ver”?
Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
roosevelt@ebrne t.com.br
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