O objetivo do programa Desmatamento Evitado é ajudar a proteger os últimos remanescentes de áreas naturais no Brasil, como a Floresta com Araucária
Como se sabe, as árvores são muito importantes para o combate ao aquecimento global, devido a sua capacidade de estocagem de gás carbônico e liberação de oxigênio. Além disso, as plantas são fundamentais para a conservação da biodiversidade e proteção das margens dos rios.
Diante desse importante papel que as árvores desempenham no meio em que estão, o plantio de árvores tornou-se uma boa opção para as pessoas que querem cooperar, de alguma forma, com o equilíbrio do meio ambiente. No entanto, essa não é a única forma de contribuição que as pessoas podem oferecer, pois participar de programas que incentivem o fim do desmatamento e consequentemente protejam as florestas nativas é também, um importante apoio que todos podem oferecer ao planeta.
De acordo com Solano, presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, é importante não cortar árvores, porque quando uma árvore é cortada, todo aquele dióxido de carbono que havia sido incorporado à sua estrutura é devolvido à atmosfera.
Atualmente, a Sociedade de Pesquisa em vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) tem trabalhado em uma importante programa para diminuir o desmatamento. A "Campanha Desmatamento Evitado" tem como objetivo trabalhar pela conservação da natureza, ajudando a proteger os últimos remanescentes de áreas naturais no Brasil, como a Floresta com Araucária, em razão do potencial que têm para compensação de emissões de gases responsáveis pelo fenômeno do aquecimento global, bem como de sua importância para conservação da diversidade biológica.
De acordo com Denílson Cardoso, coordenador do programa Desmatamento Evitado, a Campanha consiste em envolver proprietários de áreas bem conservadas e ajudá-los a continuar protegendo-as com apoio financeiro de empresas interessadas em compensar suas emissões de gases de efeito estufa. “O projeto já possui 20 proprietários e disponibiliza recursos mensais para eles, além de oferecer um plano de manejo para orientar as atividades na área”, detalha.
Segundo Cardoso, estima-se que atualmente existam, no Brasil, somente 0,5% de áreas com Araucárias, diferentemente de 8 anos atrás, quando o Brasil tinha 9 % de áreas com a espécie.
Para o coordenador do programa, manter vivas as áreas nativas que ainda existem é, além de ajudar a combater as mudanças climáticas, uma necessidade urgente para proteger o patrimônio natural, responsável por abrigar inúmeras formas de vida de plantas e animais, bem como fornecer serviços ambientais essenciais à qualidade de vida humana: água, energia, alimentos, segurança contra desastres naturais, descobertas científicas, entre tantos outros.
Floresta Araucária
Características Gerais
A presença da mata de Araucária, sem dúvida, é o elemento que mais se distingue na fitofisionomia do Sul do Brasil. Os planaltos constituem o seu habitat por excelência, sendo evitados os vales dos grandes rios. Essa região caracteriza-se por alto índice pluviométrico e por temperaturas moderadas e ocorre nos mais variados tipos de solos. Geralmente a quantidade de húmus no solo é muito grande. A araucária tem preferência por lençóis freáticos pouco profundos.
Degradação
Para a economia florestal e madeireira do país esta é a região mais importante. A Araucária e a Imbuia são usadas pelas indústrias moveleiras e de papel celulose. A exploração madeireira é a responsável direta pela ameaça à Imbuia, assim como ao Pinheiro-do-Paraná, que é uma das espécies mais extraídas do sul do Brasil. A destruição dessas matas, sem deixar reservas em seu lugar, vem aumentando gradativamente a variação das precipitações na região Sul.
Com os loteamentos, a derrubada de árvores em encostas íngremes, as queimadas para formação de pastos e a instalação de indústrias, terminam por provocar deslizamentos de terra e enchentes, dos quais o homem acaba sendo a principal vítima.
Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br
{repostcontent}
| < Anterior | Próximo > |
|---|























200 Milhões de árvores









Comentários
No Brasil, existem milhares de hectares de reflorestamento s com espécies exóticas, como eucaliptos e pinus plantadas com incentivo fiscal e crediticio. Não tenho nada contra isso. Mas, por que não se dá o mesmo incentivo para plantar-se árvores nativas? A meu ver, haveria muitos ganhos se houvesse este incentivo. O primeiro ganho seria ambiental, com a recuperação de áreas modificadas. O segundo ganho seria financeiro, pois a madeira retirada destes reflorestamento s valeria um bom dinheiro no mercado. Então....alguém sabe algum motivo para não incentivar o plantio de espécies de árvores nativas?
Olá Lucia, Penso que sua visão é sectária, pois o problema gerado pela ocupação humana gerando prejuízos ambientais é social, e tem que ser tratado com mudanças de políticas públicas. Att Higino Aquino - IBFLORESTAS
Lucia
A verdade é que a Legislação Ambiental Brasileira não tem SUSTENTABILIDAD E.
A Preservação com seus Serviços Ambientais beneficia TODA A SOCIEDADE e não é Socialmente Justo que apenas o Possuidor seja onerado com o confisco de sua terra.
Além disto não aceita ciência e inteligência pois não permite soluções que melhorem os Serviços Ambientais.
Na prática não atinge o objetivo Ecologicamente Correto e tudo que se gasta em repressão é como “enxugar gelo” e não funciona pois é SOCIALMENTE INJUSTA.
Se queremos realmente preservar a solução é instituir URGENTE o PAGAMENTO JUSTO pelos SERVIÇOS AMBIENTAIS com recursos vindos do que hoje se gasta com uma repressão injusta e inútil e principalmente dos CONSUMIDORES, proporcionais ao IMPACTO AMBIENTAL de cada produto e serviço consumido.
Esta Legislação INSUSTENTÁVEL na prática NÃO É CULTURALMENTE ACEITA e acaba trocando uma ocupação sustentável com cidadãos legais por outra ilegal e descontrolada causando a devastação. Os que insistem em mantê-la Insustentável agem como Ecologistas Festivos e acabarão por perder credibilidade.
Vinicius Nardi, e-mail: v.nardi
Assine o RSS dos comentários