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COP 15 termina sem muitos avanços

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Os principais pontos discutidos pelos chefes de estado relacionaram-se às questões econômicas das nações ricas e emergentes
 

Terminou oficialmente neste sábado, 19 de dezembro, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O principal resultado do evento foi o “Acordo de Copenhague”, elaborado por Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul, na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU.

Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa foi a saída encontrada pelos líderes para que o documento tenha status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já na tarde da sexta-feira, 18 de dezembro, havia anunciado sua frustração com a conferência do clima. “Se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”, alertou o presidente brasileiro.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que nos momentos finais chefiou a delegação brasileira, o acordo é insuficiente para que os países mais pobres  tenham condições de agir de forma efetiva.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. "Isso aqui é insuficiente, vamos continuar a luta pelo planeta", criticou Minc.

O ministro Carlos Minc ressaltou que esse valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020.

Ele explicou que para atingir sua meta, o Brasil vai gastar US$ 16 bilhões por ano. "Esse valor de US$ 30 bilhões para todos é menos do que o Brasil sozinho vai gastar para cumprir as nossas metas, aprovadas pelo nosso parlamento", destacou o ministro.

O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram a cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020.

Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e membro do IPCC, Suzana Kahn, o resultado da COP15 foi decepcionante, uma vez que os chefes de estado discutiram mais a questão econômica das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climáticas.

"Existem muitos países africanos, por exemplo, que irão sofrer demais com o aumento da temperatura. No entanto, parece que a discussão tomou um viés econômico e político, o que eu acho muito preocupante. A questão climática ultrapassa a fronteira ambiental. É uma questão de desenvolvimento, de justiça, de equidade", afirmou Suzana Kahn.

Entre os principais pontos do Acordo de Copenhague estão:

  - FINANCIAMENTO DAS NAÇÕES POBRES
Os países desenvolvidos deverão promover de alguma maneira recursos financeiros, tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento;

  - REDUÇÃO DAS EMISSÕES 
Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

  - VERIFICAÇÃO
Monitoramento dos compromissos das nações em desenvolvimento.

  - PROTEÇÃO DE FLORESTAS
O acordo reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas e concorda promover incentivos para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

  - MERCADO DE EMISSÕES DE CARBONO
O acordo destaca a importância usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.


Termos mais procurados: compensação de carbono inventário de emissões; sequestro de carbono; reflorestamento;recuperação florestal.

 

Comentários  

 
+1 #3 Solução em vista?Visitante 06-01-2010 14:59
Vamos ter que esperar mais algum tempo para uma nova reunião. Ficou bem claro o egoísmo e devaneio dos líderes mundias. Fato bastante preocupante, o dinheiro não irá poder comprar a cura do nosso planeta (eu acho que não tem mais cura). o Acordo de Copenhague, frustante, é apenas mais uma tentativa de minimizar, não evitar, uma calamidade que cedo ou tarde vai chegar. O que estamos vivenciando são apenas sinais/sintomas de uma enfermidade grave. Tenho para mim que outro planeta, em outro universo, eles estão escondendo (cômico não e?). Se pensassemos num futuro distante, talvez houvesse solução em vista. Enquanto isso, soframos as consequências.

Maurício da Natividade
Estudante de Pedagogia/Técnico em Automação Industrial
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+1 #2 PROFESSOR UNIVERSITARIOVisitante 06-01-2010 11:29
A COP 15 GLOBAL TERMINOU E INICIA-SE AGORA A NOSSA 'COP 15 CASEIRA' ISTO É O QUE CADA UM DE NÓS IRÁ FAZER PARA CONTRIBUIR COM A NATUREZA E O AMBIENTE EM QUE VIVEMOS. SE A GLOBAL NÃO TEVE AVANÇO SIGNIFICATIVO A NOSSA CASEIRA NECESSITA URGENTEMENTE DE UMA MUDANÇA DE MENTALIDADE. REFIRO-ME A AÇÕES SIMPLES DO DIA A DIA NO AMBIENTE ONDE VIVEMOS. VAMOS ENUMERAR ALGUMAS AÇÕES SIMPLES: COLETA SELETIVA DE LIXO OBRIGATORIA, LIMPEZA E COLETA DE LIXO NAS RUAS NAS CIDADES PRINCIPALMENTE NAS PERIFERIAS DAS CIDADES QUE ESTA UMA VERGONHA, FAZER CAMPANHAS NA TV, RADIO, JORNAL, IGREJAS, CLUBES DE SERVIÇO E ASSIM POR DIANTE SOBRE LIMPEZA E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, CRIAR UMA MATERIA OBRIGATORIA PARA ESCOLAS SECUNDARIAS SOBRE AMBIENTALISMO, DAR INCENTIVOS FISCAIS A PEQUENOS PROPRIETARIOS RURAIS PARA O PLANTIO DE ARVORES, MATA CILIAR, TORNAS OBRIGATORIO O CONTROLE DA EROSÃO E DAR INCENTIVOS PARA QUE ISSO SEJA CONCRETIZADO. ENFIM HÁ UM CEM NUMERO DE AÇÕES CASEIRAS QUE DEVE SER TOMADAS COM URGENCIA E COLOCADAS EM PRÁTICA. FAZENDO O DEVER DE CASA JÁ ESTAREMOS DANDO UM PASSO GIGANTESCO PARA O PLANETA.
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+1 #1 A Natureza vai Vencer!Visitante 05-01-2010 13:16
Mais uma reunião internacional organizada para a presevação do meio ambiente que muda sua metas principais. É muito triste e preocupante esses acontecimentos, mais triste ainda para quem sofre na "pele" as causas dessas atitudes como os Ursos polares e a população, principalmente a população de Ilha Grande que foram soterradas nessa virada de ano. Quantas pessoas e animais terão que morrer para que seja feito algo imediato, sem burocracia e com precisão? Infelizmente não sei mas faço minha parte para ajudar na redução de CO2 e na manutenção das florestas.
Lula presta atenção, a natureza não está de brincadeira.
Marcela Meyer
Bióloga
11-75417080
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