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Agricultores negociam créditos de carbono com empresas poluidoras

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Crédito de Carbono

altPequenos agricultores encontraram uma forma de ganhar dinheiro.
 
Eles plantam para compensar danos ambientais causados por poluição.
 
Em uma área que estava abandonada, agora crescem mudas de eucalipto, de árvores nativas, entre elas o ipê, no reflorestamento comunitário do assentamento Antônio Tavares, em Querência do Norte/PR. O projeto é uma parceria entre as famílias dos agricultores, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Programa Paraná Biodiversidade.
 
Há três anos eles criaram uma cooperativa com o objetivo de negociar os créditos de carbono. “Podemos recuperar a área e depois fazer a exploração da madeira, através da venda do eucalipto, e do crédito de carbono”, explica Salete Schwertz, presidente da cooperativa.
 
O projeto também permite que o agricultor faça o plantio das árvores consorciando com culturas de retorno mais rápido, como a mandioca.
 
De acordo com Higino Aquino, diretor de desenvolvimento institucional do Instituto Brasileiro de Florestas, esse mercado é uma alternativa viável para a proteção dos recursos hídricos, pois a maior parte dos projetos de carbono florestal são desenvolvidas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) em beiras de rios e  nascentes. Assim como a Coopercarbono, organizada no Paraná, existem exemplos que deram certo em outras regiões. Para se ter uma ideia, a Coopercarbono já soma 380 hectares em restauração, beneficiando mais 180 pequenos agricultores, estimando-se o sequestro de 102,6 toneladas de carbono. Aquino ainda ressalta que o preço da tonelada de carbono tem aumentado a cada ano (na Coopercabono tem sido vendido a R$ 25,00/ton.). Porém outros mercados já tem praticado valores maiores, ultrapasando R$ 42,00/ton., viabilizando ainda mais a elaboração de projetos de carbono, tanto para pequenos, quanto para grandes proprietários rurais.
Os projetos de créditos de carbono desenvolvidos pelo IBF tem como foco o comércio voluntário de carbono em projetos de restauração florestal, conhecidos como carbono florestal, são projetos de reflorestamento que variam entre 3 a 50 hectares, de  agricultores organizados em grupos de trabalho, associações ou cooperativas. O problema ainda é a falta de mobilização por parte dos proprietários destas áreas para que, juntos, elaborem projetos para obter os recursos provenientes destes sequestros, pois diferente do comércio de carbono florestal via Protocolo de Kioto, a procura no mercado voluntário tem sido muito grande.
 
Um exemplo importante é o projeto de carbono da AES Tietê no âmbito do MDL, que consiste no reflorestamento com espécies nativas de árvores de mais de 13 mil hectares de áreas ciliares, atualmente ocupadas por pastagens não manejadas ao longo das margens de 10 reservatórios hidrelétricos. Conforme Aquino, a metodologia já aprovada do projeto da AES tem servido de base para vários outros projetos de geração de créditos no Brasil.
 
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Última atualização em Ter, 13 de Dezembro de 2011 23:52  

Comentários  

 
0 #2 Jogo InternacionaSérgio Augusto 04-02-2012 11:21
Há todo um jogo internacional para desviar assuntos tratados no âmbito do Protocolo de Kyoto para a Convenção do Clima, onde não há metas obrigatórias Alguns países industrializado s estão fazendo esse jogo para evitar assumir maiores compromissos depois de 2012. Porém o Brasil tem grande potencial para se destacar neste mercado de crédito de carbono, pela vastas áreas degradadas a serem restauradas, quanto não trariam de recurso se for bem administrado esses projetos.

Sérgio Augusto - Eng. Florestal - Perito Ambiental.
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0 #1 Carbono VoluntárioWiliam Aquino 22-12-2011 00:25
É preciso compreender primeiro o efeito estufa e o Protocolo de Kyoto. O efeito estufa faz parte da dinâmica do planeta e, graças a ele, a Terra é mais quente do que o espaço e tem a temperatura ideal para que os seres vivos sobrevivam. O problema é que o excesso dos chamados gases estufa (gás carbônico, metano, óxido nitroso, fluoretos de enxofre e vapor d´água) amplifica esse fenômeno e faz com que mais calor seja retido na superfície do planeta, provocando o aquecimento global.
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