A Paisagem Urbana
A vegetação, como um todo, tem sido de grande importância na melhoria das condições de vida nos centros urbanos. Com o crescimento populacional das cidades, depara-se com a falta de um planejamento urbano.
O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. A amplitude térmica, o regime pluviométrico, o balanço hídrico, a umidade do ar, a ocorrência de geadas, granizos e vendavais precisam ser considerados.
Os solos, por sua vez, responsáveis pelo suporte físico das árvores e pelo substrato nutritivo do qual depende seu desenvolvimento, apresentam-se compactados nas cidades devido ao grande número de pavimentações que não permitem o escoamento das águas. Resíduos sólidos, despejos residenciais e industriais poluem e comprometem o solo urbano.
Quanto à qualidade do ar, esta fica comprometida pela combustão de veículos automotores e pela emissão de poluentes advindos de atividades industriais.
Além da função paisagística, a arborização urbana proporciona benefícios à população como:
a. Proteção contra ventos
b. Diminuição da poluição sonora
c. Absorção de parte dos raios solares
d. Sombreamento
e. Ambientação à pássaros
f. Absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população
tags: paisagem, urbana, vegetação, centros urbanos, doação de mudas, reflorestamento.
















200 Milhões de árvores










Comentários
Política ambiental, aquecimento global e invasão do mar
Paulo Matos (*)
Tenho medo das políticas ambientalmente erradas nas áreas urbanas em que mora 80% do mundo e em que o mar avança nos litorais.
Em um momento de despertar para os alertas ambientais que fazemos há 30 anos, tenho medo de uma cidade de árvores devastadas pelas pragas. Aqui, a regra é a poda e a retirada, substituídas por jovens espécimes juvenis e frágeis, vegetais cercados de concreto sem poder respirar.
Medo dos maus tratos à vegetação que protege dos ventos cada vez mais fortes gerados pelo aquecimento global, umidifica o ar, reduz poluição, absorve água, calor e barulho, gera sombreamento dos raios de sol agravados pelo o buraco na camada de ozônio.
Tenho medo do transporte coletivo ruim e que só busca o lucro financeiro, gerando transporte individual cada vez mais caótico, desperdício poluindo o ar e os espaços. Nossa política é na contramão do bem-estar.
Tenho medo da coleta de lixo limpo deficiente ou inexistente, do desperdício de materiais recicláveis mesclados, 2/3 de lixo bom estragado com 1/3 de lixo também aproveitável.
Tenho medo do asfaltamento e da impermeabilizaç ão irracional e do aquecimento do clima pelo sol e pelo cimento e asfalto. Medo da dragagem do canal do porto, que levantará milhões de toneladas cúbicas de veneno, matando pessoas e reduzindo a pesca.
Tenho medo da política equivocada dos canais e comportas, que enchem o mar de lixo e poluentes lançados ao mar desnecessariame nte. Tenho medo da falta de infra-estrutura que só cresce privatizada, das enchentes, do caos urbano.
Medo dos carros, caminhões e ônibus poluentes – cadê os trólebus contratados em Santos? -, sem que os elétricos se apresentem em função dos interesses privados ou do lobby capitalista do petróleo.
Tenho medo da falta de políticas e campanhas ambientais, das omissões em tempos de emergência. Tenho medo das ilhas de calor urbano, da falta de atitudes, do presente e do futuro.
Tenho medo das políticas arquitetônicas equivocadas, do não aproveitamento das áreas urbanizadas para moradias populares causando a multiplicação dos deslocamentos necessários. Tenho medo da irracionalidade dos administradores e da ausência de soluções interdisciplina res.
Tenho medo: precisávamos ter tomado o poder – ou desfazê-lo. Agora não dá mais. Outros virão e farão.
(*) Paulo Matos é Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito. E-mail: jornalistapaulo matos
Blog: http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=ls&uid=3193061565782244472
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