O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima foi criado com a finalidade de assegurar recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que visem à mitigação da mudança do clima e à adaptação aos seus efeitos. Cerca de 60% dos recursos do Fundo são provenientes da receita da exploração e comercialização de petróleo. É o primeiro Fundo do mundo nesses moldes.
O orçamento inicial previsto para o Fundo é de R$ 226 milhões. Deste total, R$ 200 milhões serão disponíveis para empréstimos e financiamentos, concedidos pelo BNDES para a área produtiva. Os outros R$ 26 milhões serão administrados e investidos pelo MMA, sendo que poderão ser repassados para estados e municípios através de convênios e termos de cooperação.
A novidade é a criação do Programa de Investimento Florestal que buscará a promoção do uso sustentável das terras e a melhoria da gestão florestal no Bioma Cerrado, segundo maior bioma do País e da América do Sul, contribuindo para a redução da pressão sobre as florestas remanescentes, diminuição das emissões de GEE e aumento do sequestro de CO2.
O Programa confirma que o Cerrado é um bioma estratégico tanto para o meio ambiente (grande extensão com estoques significativos de carbono, geração de recursos hídricos e expressiva biodiversidade) como para a economia e a segurança alimentar em função de sua produção agrícola. De acordo com o PIF (Plano de Investimento Florestal) a região representa hoje uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento de novos paradigmas que conciliem uma agricultura moderna e sustentável com a conservação de recursos naturais e promoção do bem-estar humano.
Estudo realizado pelo Seviço Florestal Brasileiro (SFB) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) anunciam o "Apagão Florestal" Brasileiro
A produção de madeira nativa da Amazônia em áreas privadas deve baixar 64% nos próximos vinte anos. Atualmente, o Brasil produz cerca de 14 milhões de metros cúbicos. Número que deve cair para 5 milhões até 2030. Nesse mesmo período, de acordo com a previsão de técnicos do governo, a demanda deve quadruplicar, chegando a 21 milhões de metros cúbicos. Os dados são resultado de um estudo realizada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
De acordo com o Presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, Solano Martins Aquino, é preciso implantar florestas comerciais de madeiras nobres para suprir este mercado sem ter que avançar sobre as florestas nativas. Solano argumenta que também é necessário diversificar a cultura de lavouras de ciclos curtos com o cultivo de espécies de longo prazo, como por exemplo o guanandi, que produz entre 18-20 anos e tem alta rentabilidade. As pesquisas do Ipam apontam claramente para um apagão florestal grave no país, pois estávamos acostumados com a extração de madeiras nativas e por outro lado a silvicultura tradicionalmente focada em culturas de rápido crescimento e baixo valor agregado como o pinus e eucalipto.
A primeira madeira de lei do Brasil, o Guanandi (Calophyllum brasiliensis), possui características específicas que o torna um ótimo empreendimento comercial nas áreas de reflorestamento e madeireiras, além de outras atividades que extraem dessa árvore sua matéria-prima.
Decretada em 7 de Janeiro de 1835, como uma madeira de lei esta se tornou referência na economia brasileira. A partir do decreto a espécie foi denominada como madeira nobre, ou seja, possui maior durabilidade natural, bom aspecto e elevada estabilidade em todos os sentidos.
Características gerais: Nome popular: Guanandi, Olandi ou Jacareúba. Nome científico:Calophyllum brasiliensis Floração: Setembro - Novembro Frutificação: Abril - Julho Altura média: 20 a 30 metros Diâmetro do tronco: 40 a 60 cm. Características: Casca suberosa e fissurada. Possui uma grande durabilidade e resistência, podendo ser cultivada desde solos com pouca fertilidade até solos alagados. Utilidades comerciais: Fabricação de móveis finos, construção civil e naval.
Por ter um grande retorno financeiro, o Instituto Brasileiro de Florestas - IBF - foca há mais de 5 anos na produção do Guanandi, espécie genuinamente brasileira. O conceito trabalhado pelo IBF é comprovar a viabilidade do cultivo de uma espécie florestal nativa, com qualidades superiores as exóticas tradicionalmente cultivadas (pinus, eucalipto e teca).
A música é o tema mais relevante e recorrente na vida dos jovens, dado comprovado no Dossiê Universo Jovem MTV. E desde que o rock nasceu, é sinônimo de contestação e de rebeldia, do desejo de mudar o mundo. Partindo desta paixão, o movimento MudaRock une jovens internautas, utilizando as redes sociais como meio de comunicação e o rock como expressão de seu desejo de mudança.
Em parceria com Erasmo Carlos e as editoras que administram sua obra, artistas que apoiam o MudaRock vão regravar em 2012 dez sucessos de seu repertório, que serão disponibilizados para download gratuito no site, que entra no ar no início de 2012. A cada download, uma árvore será plantada. Serão 10 músicas e videoclipes, conteúdo produzido e divulgado com exclusividade pelo MudaRock, com o objetivo de alcançar cem mil downloads para cada obra, totalizando um milhão de árvores.
Pequenos agricultores encontraram uma forma de ganhar dinheiro.
Eles plantam para compensar danos ambientais causados por poluição.
Em uma área que estava abandonada, agora crescem mudas de eucalipto, de árvores nativas, entre elas o ipê, no reflorestamento comunitário do assentamento Antônio Tavares, em Querência do Norte/PR. O projeto é uma parceria entre as famílias dos agricultores, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Programa Paraná Biodiversidade.
Há três anos eles criaram uma cooperativa com o objetivo de negociar os créditos de carbono. “Podemos recuperar a área e depois fazer a exploração da madeira, através da venda do eucalipto, e do crédito de carbono”, explica Salete Schwertz, presidente da cooperativa.
O projeto também permite que o agricultor faça o plantio das árvores consorciando com culturas de retorno mais rápido, como a mandioca.
De acordo com Higino Aquino, diretor de desenvolvimento institucional do Instituto Brasileiro de Florestas, esse mercado é uma alternativa viável para a proteção dos recursos hídricos, pois a maior parte dos projetos de carbono florestal são desenvolvidas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) em beiras de rios e nascentes. Assim como a Coopercarbono, organizada no Paraná, existem exemplos que deram certo em outras regiões. Para se ter uma ideia, a Coopercarbono já soma 380 hectares em restauração, beneficiando mais 180 pequenos agricultores, estimando-se o sequestro de 102,6 toneladas de carbono. Aquino ainda ressalta que o preço da tonelada de carbono tem aumentado a cada ano (na Coopercabono tem sido vendido a R$ 25,00/ton.). Porém outros mercados já tem praticado valores maiores, ultrapasando R$ 42,00/ton., viabilizando ainda mais a elaboração de projetos de carbono, tanto para pequenos, quanto para grandes proprietários rurais.