Mudança de comportamento nas relações de consumo e participação do estado podem ser caminho para um desenvolvimento mais sustentável
Por Leandro Gomes, do IBF
Diante do contexto social atual, as questões ligadas ao meio ambiente se tornaram fatores de suma importância para o cenário mercadológico mundial. O modo de produção capitalista e as suas relações de consumo interferem diretamente no equilíbrio do meio ambiente, com uma dinâmica alheia aos impactos causados pela manufatura de produtos. Diante destas perspectivas, a sociedade do século XXI se vê defronte a novos desafios para o desenvolvimento socioambiental sustentável. Um destes desafios está atrelado ao comportamento de consumo do indivíduo. A conscientização do consumidor perante esta nova realidade se torna uma peça chave tanto para a preservação do meio ambiente quanto para o crescimento econômico. A educação ambiental também é um fator determinante para a perspectiva da sustentabilidade, uma vez que trata diretamente da visão de mundo no que diz respeito ao relacionamento entre natureza e sociedade.
Para o Instituto Akatu, o consumidor consciente e conectado a essas práticas tem um papel fundamental. Em suas escolhas cotidianas, o consumidor tem o poder de decidir sobre a forma como consome recursos naturais, produtos e serviços. Ou ainda pode decidir entre as empresas das quais irá comprar em função de seu compromisso com a sociedade e o meio ambiente. E, por final, é uma pessoa que pode estimular essas ideias para outras pessoas ou grupos, ajudando na disseminação desse importante conceito.
A compreensão das relações capitalistas e de consumo requer o entendimento da cultura dentro de um contexto histórico. Desta forma, é possível conhecer a sociedade moderna e aspectos norteadores que fundamentam seu desenvolvimento ao longo da história.
Atualmente, há uma necessidade de repensar as ações características da sociedade contemporânea em aspectos que norteiam o consumo da forma inconsciente. A crise ambiental recorrente da intervenção do homem necessita soluções a curto e médio prazo. A partir da década de 90, a percepção dos impactos ambientais começa a ser redefinida. Levando-se em consideração os altos padrões de consumo e estilos de vida, somente com a mudança de comportamento das relações de consumo e a participação do estado de forma concreta, a utilização dos recursos naturais será atrelada à capacidade finita do planeta e, com isso, incorporada aos conceitos de desenvolvimento sustentável.
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