Apoio a Projetos

IBF oferece apoio a Projetos para fortalecimento institucional, transferência de conhecimento e know-how, diagnóstico, pré-investimento e estudos setoriais críticos para a definição e elaboração de projetos e programas socioambientais.

Os projetos podem ser não reembolsáveis (doação) e/ou reembolsáveis, através de:

  • Cursos de capacitação e treinamentos
  • Equipamentos, materiais e insumos para viveiros florestais e coleta de sementes
  • Mudas e Sementes
  • Elaboração de projetos e programas socioambientais
  • Insumos, viveiros florestais, materiais de coletas de sementes, livros e outros

O apoio é definido com base no setor de atividade ao qual se destina o projeto e no grau de desenvolvimento relativo da região.

Tipos de apoio a Projetos:

Projetos não reembolsáveis, subsídio doado pelo IBF para instituições que desenvolvem atividades socioambientais. Esse tipo de cooperação destina-se especificamente a regiões com alto ídice de degradação ambiental.

Projetos reembolsáveis é transferência de know-how e conhecimentos técnicos mediante contrapartida mensurada ou financeira relativo aos serviços prestados pelo IBF, em geral voltado a assessoria, consultoria para formação e gestão de viveiros florestais e capacitação de viveiristas.

Projetos de MDL

O IBF desenvolve avaliação prévia e provome cursos, palestras e treinamentos para elaboração de projetos de MDL para geração de créditos de carbono, entre as etapas do projeto estão:

  • Avaliação Prévia do Projeto;
  • Elaboração do Quadro Síntese;
  • Elaboração um documento de concepção de projeto (DCP);
  • Validação (verifica se o projeto está em conformidade com a regulamentação do Protocolo de Quioto);
  • Aprovação pela Autoridade Nacional Designada, que no caso do Brasil é a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC), que analisa se o projeto contribui para o desenvolvimento sustentável;
  • Submissão ao Conselho Executivo para registro;
  • Monitoramento;
  • Implantação do Plano de Operacionalização.

Como enviar seu projeto?

Com o objetivo de incentivar projetos socioambientais e atribuir visibilidade a esses projetos, o Instituto Brasileiro de Florestas criou uma ferramenta que possibilita o encontro de projetos (culturais, ambientais e/ou sociais) com potenciais patrocinadores.
A idéia é promover a sustentabilidade ambiental e social, através da criação de um banco de projetos desenvolvimentistas que buscam de alguma forma colaborar com a sociedade. O IBF busca colaborar com todos os projetos cadastrados, de forma direta (quando possível) ou indiretamente (através de outros financiadores).
A primeira etapa é cadastrar seu projeto, preenchendo o formulário proposto e anexando todos os documentos e informações relevantes sobre o projeto, para apreciação de possíveis financiadores. Os projetos cadastrados no site do Instituto poderão ser apreciados pelos visitantes do site e ganharão visibilidade além de reconhecimento pelas práticas e ações propostas.

Objetivos do IBF:

  • Promover a sustentabilidade ambiental, social e cultural;
  • Desencadear o processo de certificação e rastreabilidade.
  • Garantir ao projeto reconhecimento quanto ao uso de práticas ambientais e sociais corretas com vistas ao desenvolvimento;
  • Possibilitar a agregação de valor aos projetos cadastrados;
  • Agregar ao projeto maior credibilidade junto às instituições financeiras;
  • Colaborar com a conscientização e a educação ambiental.

O Financiador:

Ciente da necessidade de estar inserida num contexto de apoio a sociedade e ao desenvolvimento de ações sustentáveis, acredita-se que sejam muitos as empresas que tenham interesse em financiar projetos e idéias inovadoras.
Pensando nisso, o IBF disponibiliza um banco de projetos para que o financiador possa colaborar com algum deles. Para encaminhar projetos entre em contato: contato@ibflorestas.org.br ou ligue (43) 3324-7551

Compensação de CO2 com Plantio de Florestas

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Investimento

Através do plantio de árvores, é possível a empresa ou pessoa física compensar toda a emissão de carbono ou parte dela. O IBFLORESTAS, em parceria com profissionais especializados é feito o inventário de emissões de GEE e quantificado o número de árvores a serem plantados para neutralizar a atividade.

É possível também neutralizar parte das emissões, pois muitas vezes a elaboração do inventário é complexa e inviabiliza a ação ambiental, neste caso é proposto o plantio de árvores, compensando parte da atividade com a quantidade de carbono capturada pelas árvores, em média 1 ton a cada 6 árvores plantadas.

É importante lembrar que além de atuar no combate ao Aquecimento Global, ao capturar o carbono (um dos principais GEE causador do Efeito Estufa), o plantio de árvores contribui na preservação dos recursos hídricos e na proteção da biodiversidade.

Atividades desenvolvidas:

  • Inventário de emissões de carbono;
  • Obtenção de selo de neutralização de carbono;
  • Elaboração de Plano de Recuperação de áreas;
  • Implantação de Projetos de Reflorestamentos;
  • Realização de projetos socioambientais; e
  • Avaliação e consultoria de projetos.

 ACESSE AQUI E SAIBA COMO NEUTRALIZAR SEU EVENTO

 

Sequestro de Carbono

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Sequestro de Carbono com Plantio de Florestascursos-on-line-sequestro-carbono

Trata-se da absorção de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é a naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver de 150 a 200 toneladas de carbono.

Por essa razão, o plantio de árvores é uma das prioridades para o Instituto Brasileiro de Florestas. Dentre as atividades realizadas nesse sentido, estão:

SAIBA COMO NEUTRALIZAR SEU EVENTO

 

 

 

Bioma Mata Atlântica

mata atlântica

Mata Atlântica

Este bioma ocupa uma área de 1.110.182 Km², corresponde 13,04% do território nacional e que é constituída principalmente por mata ao longo da costa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. A Mata Atlântica passa pelos territórios dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e parte do território do estado de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná,  Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. A Mata Atlântica apresenta uma variedade de formações, engloba um diversificado conjunto de ecossistemas florestais com estrutura e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando as características climáticas da região onde ocorre.

Cerca de 70% da população brasileira vive no território da Mata Atlântica, as nascentes e mananciais abastecem as cidades, esse é um dos fatores que tem contribuído com os problemas de crise hídrica, associados à escassez, ao desperdício, à má utilização da água, ao desmatamento e à poluição.

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à da Amazônia. Os animais mais conhecidos da Mata Atlântica são: Mico-Leão-Dourado, onça-pintada, bicho-preguiça e capivara.Comprar Mudas Nativas Mata Atlântica. Ligue: (11) 4063-5206A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à da Amazônia. Os animais mais conhecidos da Mata Atlântica são: Mico-Leão-Dourado, onça-pintada, bicho-preguiça e capivara.

História

Logo em seguida ao descobrimento, grande parte da vegetação da Mata Atlântica foi destruída devido à exploração intensiva e desordenada da floresta. O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos exploradores que colonizaram a região e hoje está quase extinto. O primeiro contrato comercial para a exploração do pau-brasil foi feito em 1502, o que levou o Brasil a ser conhecido como “Terra Brasilis”, ligando o nome do país à exploração dessa madeira avermelhada como brasa. Outras madeiras de valor também foram exploradas até a beira da extinção: tapinhoã, sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana e vinhático.

Os relatos antigos falam de uma floresta densa aparentemente intocada, apesar de habitada por vários povos indígenas com populações numerosas. A Mata Atlântica fez parte da inspiração utópica para o renascimento do mito do paraíso terrestre, em obras como as de Tommaso Campanella e Bacon.

No nordeste brasileiro a extinção foi quase total, o que agravou as condições de sobrevivência da população, causando fome, miséria e êxodo rural só comparados às regiões mais pobres do mundo.

Nesta região, seguindo a derrubada da mata, vieram as plantações de cana-de-açúcar mais ao sul na região sudeste, foi a cultura do café a principal responsável pela destruição em massa da vegetação nativa, restando uma área muito pequena para a preservação de espécies que estão em risco devido a poluição ambiental ocasionada pela emissão industrial de agentes nocivos à sua sobrevivência como por exemplo no município de Cubatão S.P.; mais ao sul na região sul a exploração predatória da Mata Atlântica devastou o ecossistema da Floresta das Araucárias devido ao valor comercial da madeira pinho extraída da Pinheiro-do-paraná.

Floresta virgem às margens do rio Paraíba do Sul retratada por Rugendas cerca de 1835.

Floresta virgem às margens do rio Paraíba do Sul retratada por Rugendas cerca de 1835.

Além da exploração predatória dos recursos florestais, houve também um significativo comércio de exportação de couros e peles de onças (que chegou ao preço de um boi), antas, cobras, capivaras, cotias, lontras, jacarés, jaguatiricas, pacas, veados e outros animais, de penas e plumas e carapaças de tartarugas.

Ao longo da história, personagens como José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Nabuco e Euclides da Cunha protestaram contra esse modelo predatório de exploração.

Hoje, praticamente 90% da Mata Atlântica em toda a extensão territorial brasileira está totalmente destruída. Do que restou, acredita-se que 75% está sob risco de extinção total, necessitando de atitudes urgentes de órgãos mundiais de preservação ambiental às espécies que estão sendo eliminadas da natureza de forma acelerada.

Os remanescentes da Mata Atlântica situam-se principalmente nas Serras do Mar e da Mantiqueira, de relevo acidentado, além de pequenos trechos, contudo, consideráveis, no Sul da Bahia, destacando-se a cidade de Ilhéus, citada constantemente nos romances do escritor brasileiro Jorge Amado.

Exemplos claros da destruição da mata são a Ilha Grande, Serra da Bocaina e muitas regiões do estado do Rio de Janeiro.

Entre 1990 e 1995, cerca de 500.317 ha foram desmatados. É a segunda floresta mais ameaçada de extinção do mundo. Este ritmo de desmatamento é 2,5 vezes superior ao encontrado na Amazônia no mesmo período.

Em relação à exuberância do passado, poucas espécies sobreviveram à destruição intensiva. Elas se encontram nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, sendo que existe a ameaça constante da poluição e da especulação imobiliária.

Características

Mata Atlântica em 1500
Estado Área de
domínio
Alagoas 53%
Bahia 33%
Ceará 3%
Espírito Santo 100%
Goiás 3%
Mato Grosso do Sul 18%
Minas Gerais 46%
Paraíba 12%
Paraná 98%
Pernambuco 18%
Piauí 9%
Rio de Janeiro 100%
Rio Grande do Norte 6%
Rio Grande do Sul 48%
Santa Catarina 100%
São Paulo 68%
Sergipe 54%

As áreas de domínio (área cuja vegetação clímax era esta formação vegetal) abrangia total ou parcialmente dezessete estados, conforme mostrado na tabela ao lado.

A área original era 1.315.460 km², 15% do território brasileiro. Atualmente o remanescente é 102.012 km², 7,91% da área original.

Ecossistemas do bioma da Mata Atlântica

Definidas pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em 1992:

  • Floresta Ombrófila Densa
  • Floresta Ombrófila Aberta
  • Floresta Ombrófila Mista
  • Floresta Estacional Decidual
  • Floresta Estacional Semidecidual
  • Mangues
  • Restingas

A proteção do CONAMA se estende não só à mata primária, mas também aos estágios sucessionais em áreas degradadas que se encontram em recuperação. A mata secundária é protegida em seus estágios inicial, médio e avançado de regeneração.

Nas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracteriza-se pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, e orquídeas.

A fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras.

Biodiversidade

MataAtlantica

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à biodiversidade da Amazônia. Há subdivisões do bioma da Mata Atlântica em diversos ecossistemas devido a variações de latitude e altitude. Há ainda formações pioneiras, seja por condições climáticas, seja por recuperação, zonas de campos de altitude e enclaves de tensão por contato. A interface com estas áreas cria condições particulares de fauna e flora.

A vida é mais intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região de sombra que cria o microclima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Dessa forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a diversificada fauna vive. Conforme a abordagem, encontram-se de seis a onze estratos na Mata Atlântica, em camadas sobrepostas.

Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas ou seja só existem na Mata Atlântica. Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal, palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica.

Observa-se também que 39% dos mamíferos dessa floresta são endêmicos, inclusive mais de 15% dos primatas, como o Mico-leão-dourado. Das aves 160 espécies, e dos anfíbios 183, são endêmicas da Mata Atlântica.

Flora

Caratuva

A exuberância da biodiversidade

Orquidea

Orquidea

Bromelias

Bromelias

 

 

 

 

 

 

 

Mas a Mata Atlântica encontra-se em um estado de intensa fragmentação e destruição, iniciada com a exploração do Pau-Brasil no século XVI.

Até hoje, ao longo do bioma são exploradas inúmeras espécies florestais madeireiras e não madeireiras como o caju, o palmito-juçara, a erva-mate, as plantas medicinais e ornamentais, a piaçava, os cipós, entre outras. Se por um lado essa atividade gera emprego e divisas para a economia, grande parte da exploração da flora atlântica acontece de forma predatória e ilegal, estando muitas vezes associada ao tráfico internacional de espécies.

Contribuem ainda para o alto grau de destruição da Mata Atlântica, hoje reduzida a 8% de sua configuração original, a expansão da indústria, da agricultura, do turismo e da urbanização de modo não sustentável, causando a supressão da biodiversidade em vastas áreas, com a possível perda de espécies conhecidas e ainda não conhecidas pela ciência, influindo na quantidade e qualidade da água de rios e mananciais, diminuindo a fertilidade do solo, bem como afetando características do microclima nesses delicados ecossistemas e contribuindo com o problema do aquecimento global.

Os números impressionantes da destruição do bioma demonstram a deficiência das políticas de conservação ambiental no país e a precariedade do sistema de fiscalização dos órgãos públicos.

A busca de um contexto de desmatamento zero no bioma passa pela adoção de critérios de sustentabilidadeem todas as atividades humanas. Isso significa um esforço coletivo da indústria, docomércio, da agricultura e do setor energético na adoção de novos modelos de produção, menos agressivos ao meio ambiente, bem como do poder público, no sentido de garantir a fiscalizaçãoambiental e a elaboração e cumprimento das leis, e finalmente a conscientização dos cidadãos em geral acerca da necessidade de se fazer o reflorestamento utilizando mudas principalmente de espécies endêmicas e nativas que ainda não foram extintas, exigindo padrões desustentabilidadeenquanto consumidores, cobrando os governantes e se mobilizandopela manutenção da floresta de pé e pela recuperação das áreas degradadas. Além disso, a Mata Atlântica oferece outras possibilidades de atividades econômicas, que não implicam na destruição do meio ambiente e em alguns casos podem gerar renda para as comunidades locais e tradicionais. Alguns exemplos são o uso de plantas para se produzir remédios, matérias-primas para a produção de vestimentas, corantes, essências de perfumes; insumos para a indústria alimentícia ou ainda a exploração de árvores por meio do corte seletivo para a produção de móveis certificados, o chamado manejo sustentável, o ecoturismo e mais recentemente o mercado de carbono.

  • Principais exemplos de vegetais: Pau Brasil, Cedro, canela, ipê, jacarandá , jatobá, jequitibá, palmeira, epífitas (orquídeas e outros), cipós etc.

Fauna

Rã bugio

Rã bugio

Mico-leão-dourado

Mico-leão-dourado

Capivara

Capivara

 

 

 

 

 

 

 

Mico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, capivara. Estes são alguns dos mais conhecidos animais que vivem na Mata Atlântica. Mas a fauna do bioma onde estão as principais cidades brasileiras é bem mais abrangente do que nossa memória pode conceber. São, por exemplo, 261 espécies conhecidas de mamíferos. Isto significa que, se acrescentássemos à nossa lista inicial o tamanduá-bandeira, o tatu-peludo , a jaguatirica, e o cachorro-do-mato, ainda faltariam 252 mamíferos para completar o total de espécies dessa classe na Mata Atlântica.

O mesmo acontece com os pássaros, répteis, anfíbios e peixes. A garça, o tiê-sangue, o tucano, as araras, os beija-flores e periquitos. A jararaca, o jacaré-do-papo-amarelo, a cobra-coral, o sapo-cururu, a perereca-verde e a rã-de-vidro. Ou peixes conhecidos como o dourado, o pacu e a traíra.

Esses nomes já são um bom começo, mas ainda estão longe de representar as 1020 espécies de pássaros, 197 de répteis, 340 de anfíbios e 350 de peixes que são conhecidos até hoje no bioma. Sem falar de insetos e demais invertebrados e das espécies que ainda nem foram descobertas pela ciência e que podem estar escondidas bem naquele trecho intacto de floresta que você admira quando vai para o litoral.

Outro número impressionante da fauna da Mata Atlântica se refere ao endemismo, ou seja, as espécies que só existem em ambientes específicos dentro desse bioma. Das 1711 espécies de vertebrados que vivem ali, 700 são endêmicas, sendo 55 espécies de mamíferos, 188 de aves, 60 de répteis, 90 de anfíbios e 133 de peixes. Os números impressionantes são um dos indicadores desse bioma como o de maior biodiversidade na face da Terra.

A grande riqueza da biodiversidade na Mata Atlântica também é responsável por surpresas, como as descobertas de novas espécies de animais. Recentemente, foram catalogadas a rã-de-alcatráses e a rã-cachoeira, os pássaros tapaculo-ferrerinho e bicudinho-do-brejo, os peixes Listrura boticarioe o Moenkhausia bonita, e até um novo primata, o mico-leão-de-cara-preta, entre outros habitantes.

Num bioma reduzido a cerca de 8% de sua cobertura original é inevitável que a diversidade faunística esteja pressionada pelas atividades humanas. A Mata Atlântica abriga hoje 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Causas para o desaparecimento de espécies e indivíduos são a caça e a pesca predatórias, a introdução de seres exóticos aos ecossistemas da Mata Atlântica, mas principalmente a deterioração ou supressão dos habitats dos animais, causados pela expansão da agricultura e pecuária, bem como pela urbanização e implementação mal planejada de obras de infra-estrutura.

No caso dos anfíbios, por exemplo, seus locais de procriação, como brejos e áreas alagadas, são muitas vezes considerados um empecilho e são eliminadas do meio ambiente através de práticas de drenagem ou então esses locais são até utilizadas para despejo de esgoto. Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio das populações das espécies que se relacionam nas teias alimentares, pois controlam a população de insetos e outros invertebrados e servem de comida para répteis, aves e mamíferos.

A proteção da fauna e da flora está diretamente relacionada à proteção do meio ambiente onde essas espécies convivem, se relacionam e sobrevivem. Em paralelo, outras medidas importantes são a fiscalização da caça, da posse de animais em cativeiro, do comércio ilegal de espécies silvestres; fiscalização efetiva da atividade pesqueira; e realização de programas de educação ambiental junto à população visando a conscientização da população humana, acerca da necessidade de preservar o meio ambiente estabelecendo limites para a ocupação do solo e incrementando a formação de novas áreas de preservação ambiental em todos os municípios situados dentro desse delicado bioma da Mata Atlântica.

No que se refere à legislação, a proteção da fauna está prevista em nível federal na Constituição pela Lei 5.197/67 e também pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). Iniciativas de caráter global com desdobramentos de ação regional e local, como a Agenda 21, também são um instrumento de apoio para a proteção da fauna. Mas todos esses elementos dependem da vontade política dos governantes, da conscientização, mobilização e participação dos cidadãos e divulgação do conceito de sustentabilidade nas atividades econômicas.

  • Principais exemplos de fauna: macacos, preguiças, onças, jaguatiricas, papagaios, araras, tucanos, cobras, cachorros-do-mato, porcos-do-mato, lagartos, grande diversidade de pássaros e insetos etc.

Espécies endêmicas ameaçadas de extinção

É possível que muitas espécies tenham sido extintas sem mesmo terem sido catalogadas. Estima-se que 269 espécies de animais, sendo 88 de aves endêmicas da Mata Atlântica, estão ameaçadas de extinção. Segundo o relatório mais recente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, entre essas espécies estão o muriqui, mico-leão-dourado, bugio,entre outros.

Água

As regiões da Mata Atlântica têm alto índice pluviométrico devido às chuvas de encosta causadas pelas montanhas que barram a passagem das nuvens.Curitiba_waterfall

É comum pensarmos na complexidade de um bioma por aspectos de sua fauna e flora, mas um elemento fundamental para a existência da biodiversidade é a água. E se a água é essencial para dar vida a um bioma como a Mata Atlântica, suas florestas têm um papel vital para a manutenção dos processos hidrológicos que garantem a qualidade e volume dos cursos d’água. Além disso, as atividades humanas desenvolvidas dentro do bioma também dependem da água para a manutenção da agricultura, da pesca, da indústria, do comércio, do turismo, da geração de energia, das atividades recreativas e de saneamento.

Atualmente, um conceito-chave para se estudar a relação entre a água, a biodiversidade e as atividades humanas é o da bacia hidrográfica, ou seja, o conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. Na Mata Atlântica estão localizadas sete das nove grandes bacias hidrográficas do Brasil, alimentadas pelos rios São Francisco, Paraíba do Sul, Doce, Ribeira de Iguape e Paraná. As florestas asseguram a quantidade e qualidade da água potável que abastece mais de 110 milhões de brasileiros em aproximadamente 3,4 mil municípios inseridos no bioma.

Mas o fato de 61% da população brasileira estar concentrada em regiões de domínio da Mata Atlântica resulta em grande pressão sobre a biodiversidade e os recursos hídricos do bioma, que já enfrenta em diversas regiões problemas de crise hídrica, associados à escassez, ao desperdício, à má utilização da água, ao desmatamento e à poluição.

Em relação à escassez, as causas envolvem o aumento do consumo que acompanha o crescimento populacional, o desmatamento e a poluição, associados ao desenvolvimento desordenado das cidades e a impactos das atividades econômicas, além do desperdício e da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos e a educação ambiental.

Pix.gif Mata Atlântica
Patrimônio Mundial da UNESCO

Zona da Mata 1.jpg

Mata Atlântica virgem na Zona da Mata, no Pernambuco.


País alt Brasil
Tipo Natural
Critérios ix, x
Referência 892
Região** América Latina e Caribe
Histórico de inscrição
Inscrição 1999  (23ª sessão)
Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

 Quanto ao desperdício, estima-se que no Brasil o índice de perda chegue a 70%, sendo que 78% de toda a água consumida é utilizada no ambiente doméstico. Associado ao desperdício também está o mau uso dos recursos hídricos, como no caso de técnicas ultrapassadas para irrigação na agricultura e para o uso na indústria e a opção ainda tímida pelo reuso da água.

Finalmente, destaca-se o desmatamento como fator agravante da crise hídrica, já que a supressão da vegetação, principalmente em áreas de mata ciliar, acarreta no assoreamento dos cursos d’água e até desaparecimento de mananciais. Como se não bastasse, a poluição por esgoto, lixo e agrotóxicos afeta a vida dos rios, podendo levá-los à morte e tornando a água imprópria para uso.

Em busca de maneiras de se gerir mais eficientemente a água e promover a preservação ambiental, o conceito das bacias hidrográficas vem sendo trazido, desde a década de 1970, para a esfera governamental e também para estratégias de conscientização, mobilização e participação pública.

A ideia central dessa abordagem é que todo desenvolvimento de regiões urbanizadas e rurais é definido de acordo com a disponibilidade de água doce, em termos de quantidade e qualidade. Também faz parte desse pensamento o entendimento dos recursos hídricos de modo interligado e interdependente, ou seja, uma ação realizada em determinada região de uma bacia pode afetar outra região, como é o caso de lançamento de esgoto em rios, a contaminação por agrotóxicos, obras de infra-estrutura etc.

O processo político decorrente dessa visão sobre a água resultou entre outros desdobramentos na criação da Lei 9.433/97, que estabelece a bacia hidrográfica como unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Faz parte do sistema, uma rede de colegiados deliberativos em nível federal e estadual, que são os chamados Comitês de Bacias Hidrográficas.

Os comitês representam a base da gestão participativa e integrada dos recursos hídricos e são compostos por integrantes do Poder Público, da sociedade civil e de usuários de água. Além disso, os comitês permitem o levantamento mais preciso e a compilação de informações sobre cada bacia, facilitando o planejamento sobre captação, abastecimento, distribuição, despejo e tratamento da água, otimizando obras de infra-estrutura e o uso do dinheiro público. Desse modo, tornam-se um instrumento para a elaboração de políticas públicas integradas para gestão dos recursos hídricos.

 Recordes mundiais da Mata Atlântica

  • 454 espécies de árvores por hectare — no Sul da Bahia.
  • Animais: aproximadamente 1.600.000 espécies, incluindo insetos
  • Mamíferos, aves, répteis e anfíbios: 1361 espécies, 567 endêmicas
  • 2 % de todas as espécies do planeta somente para estes grupos de vertebrados
  • 3% felinos

 

Preservação

DoisOcasos

Atualmente existem menos de 10% da mata nativa. Dos 232.939 fragmentos florestais acima de 3 hectares existentes na Mata Atlântica, apenas 18.397 são maiores que cem hectares ou 1 km².

Existem diversos projetos de recuperação da Mata Atlântica, que esbarram sempre na urbanização e o não planejamento do espaço, principalmente na região Sudeste. Existem algumas áreas de preservação em alguns trechos em cidades como São Sebastião (litoral norte de São Paulo). A nível nacional, graças aos inúmeros parques e bosques dentro de seu perímetro urbano, Curitiba é a cidade brasileira onde a mata atlântica está melhor preservada.

No Paraná, graças à reação cultural da população, à criação de APA’s (Áreas de Preservação Ambiental), apoiadas por uma legislação rígida e fiscalização intensiva dos cidadãos, aparentemente a derrubada da floresta foi freada e o pequeno remanescente dessa vegetação preserva um alto nível de biodiversidade, das quais estão o mico-leão-dourado, as orquídeas e as bromélias.

Um trabalho coordenado por pesquisadores do Instituto Florestal de São Paulo mostrou que, neste início de século, a área com vegetação natural em São Paulo aumentou 3,8% (1,2 quilômetro quadrado) em relação à existente há dez anos. O crescimento, ainda tímido, concentrou-se na faixa de Mata Atlântica, o ecossistema mais extenso do estado.

A Constituição Federal de 1988 coloca a Mata Atlântica como patrimônio nacional, junto com a Floresta Amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A derrubada da mata secundária é regulamentada por leis posteriores, já a derrubada da mata primária é proibida.

A Política da Mata Atlântica (Diretrizes para a política de conservação e desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica), de 1998, contempla a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e a recuperação das áreas degradadas.

Há milhares de ONGs, órgãos governamentais e grupos de cidadãos espalhados pelo país que se empenham na preservação e revegetação da Mata Atlântica. A Rede de ONGs Mata Atlântica tem um projeto de monitoramento participativo, e desenvolveu com o Instituto Socio-Ambiental um dossiê da Mata, por municípios do domínio original.

 

Unidades de Conservação

O Parque das Dunas em Natal é uma das maiores unidades de conservação da mata atlântica do Brasil.

O Parque das Dunas em Natal é uma das maiores unidades de conservação da mata atlântica do Brasil.

 

No domínio da Mata Atlântica existem 131 unidades de conservação federais, 443 estaduais, 14 municipais e 124 privadas, distribuídas por dezesseis estados, com exceção de Goiás. Entre elas destacam-se, de norte a sul:

  • Parque das Dunas, estadual, Rio Grande do Norte;
  • Jericoacoara, federal, Ceará;
  • Chapada do Araripe, Pernambuco, Piauí e Ceará;
  • Jardim Botânico Benjamim Maranhão, João Pessoa, Paraíba;
  • Reserva Biológica Guaribas, Mamanguape, Paraíba;
  • APA da Barra do Rio Mamanguape, Rio Tinto, Paraíba;
  • Parque Nacional da Chapada Diamantina, federal, Bahia;
  • Parque Marinho dos Abrolhos, federal, Bahia;
  • Parque Estadual da Pedra Azul, estadual, Espírito Santo;
  • Parque Estadual Paulo César Vinha, estadual, Espírito Santo;
  • Mosteiro Zen Morro da Vargem, municipal, Espírito Santo;
  • Parque Nacional do Caparaó, federal, Espírito Santo e Minas Gerais;
  • Santuário do Caraça, privada, Minas Gerais
  • Parque Estadual do Rio Doce, estadual, Minas Gerais
  • Parque Nacional da Serra de Itabaiana, federal, Sergipe
  • Serra do Cipó, federal, Minas Gerais
  • Serra da Bodoquena, federal, Mato Grosso do Sul
  • Parque Estadual dos Três Picos, estadual, Rio de Janeiro
  • Reserva Natural Vale do Rio Doce, Linhares, Espírito Santo
  • Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, estadual, Santa Catarina
  • Serra dos Órgãos, federal, Rio de Janeiro;
  • Parque da Tijuca, federal, Rio de Janeiro;
  • Parque Estadual da Serra da Tiririca, estadual, Rio de Janeiro;
  • Parque Municipal da Grota, municipal, Mirassol, São Paulo;
  • Parque do Itatiaia, Minas Gerais e Rio de Janeiro;
  • Parque do Sabiá,Uberlândia-Minas Gerais;
  • Serra da Bocaina, Rio de Janeiro e São Paulo;
  • Serra da Cantareira, São Paulo, São Paulo;
  • Parque Estadual Morro do Diabo, Teodoro Sampaio, São Paulo;
  • Serra da Mantiqueira, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo;
  • APA Petrópolis, Parque Natural Municipal da Taquara, Rio de Janeiro;
  • Ilha Queimada Pequena e Ilha Queimada Grande, federal, São Paulo;
  • Parque da Cantareira, estadual, São Paulo;
  • Estação Ecológica da Juréia-Itatins, estadual, São Paulo;
  • Ilha Anchieta, estadual, São Paulo;
  • Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo;
  • Parque Estadual de Ilhabela, São Paulo;
  • Parque Iguaçu, federal, Foz do Iguaçu, Paraná;
  • Ilha do Mel, estadual, Paraná;
  • Parque Nacional da Serra do Itajaí, federal, Santa Catarina;
  • Serra Geral, estadual, Rio Grande do Sul;
  • RPPN da Unisc, Reserva Particular do Patrimônio Natural Rio Grande do Sul;
  • RPPN Rio das Lontras, Reserva Particular do Patrimônio Natural, Santa Catarina;
  • Parque Municipal de Maceió, Alagoas;
  • Estação ecológica de Murici, Alagoas;

 

Importância econômica

Da população brasileira, 61% vive na área de domínio da Mata Atlântica[1], que mantém as nascentes e mananciais que abastecem as cidades e comunidades do interior, regula o clima (temperatura, umidade, chuvas) e abriga comunidades tradicionais, incluindo povos indígenas.

Entre os povos indígenas que vivem no domínio da Mata Atlântica estão os Wassu, Pataxó, Tupiniquim, Gerén, Guarani, Krenak, Kaiowa, Nandeva, Terena, Kadiweu, Potiguara, Kaingang,guarani M’Bya e tangang.

Entre os usos econômicos da mata estão as plantas medicinais (a maioria não estudadas), como espinheira-santa, caixeta, e o turismo ecológico.

Leia também

  • SOS Mata Atlântica e INPE divulgam novos dados sobre a devastação da mata atlântica
  • Rentabilidade das florestas é tema do I Encontro Painel Florestal de Executivos
  • Instituto Brasileiro de Florestas e Visafértil fecham parceria
  • PETROBRAS inicia nova etapa do plano de restauração florestal do COMPERJ
  • Estado do Rio irá facilitar licenciamento ambiental para silvicultura

Referências

 

  • Fundação SOS Mata Atlântica e INPE divulgam novos dados, notícias do Portal SOS Mata Atlântica.
  • Planejamento urbano, Cidades do Brasil.

 

 

Mudas de Guanandi

guanandi-calophyllum-brasiliense-plantio-comercial

cursos-de-guanandiGUANANDI (Calophyllum brasiliensis)

EXCELENTE OPÇÃO EM REFLORESTAMENTO

O Guanandi, também chamado de Jacareúba, é uma madeira de lei resistente e de grande aceitação, mas difícil de encontrar nos dias atuais. Essa árvore atinge de 20 a 30 metros de altura e diâmetro de 40 a 60 cm.

Sua madeira é moderadamente pesada, fácil de trabalhar, de textura pouco compacta e pouco durável quando exposta.

Encontrado desde a região amazônica até o norte de Santa Catarina, principalmente na mata atlântica, tem se adaptado bem a terrenos onde outras espécies encontram dificuldade, mesmo em terras pobres, pedregosas, rasas ou sujeitas à inundações.

O Guanandi desenvolve-se bem em temperatura média anual de 18ºC (Minas Gerais) a 26ºC (Pará e Amazonas), suporta geadas, desde que em baixa frequência (máximo de duas por ano).

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Destino do Guanandi

O Guanandi possui uma madeira moderadamente pesada (0,62 g/cm³), fácil de trabalhar, de textura pouco compacta, a qual é usada na confecção de canoas, mastros de navios e vigas, na construção civil, em obras internas, assoalhos, marcenaria e carpintaria.

Também é utilizado para paisagismo em geral. Seus frutos são consumidos por várias espécies da fauna, sendo útil para o reflorestamento de áreas degradadas. Pode ser cultivado em plantios comerciais para exportação da madeira.

Condução

O espaçamento recomendado para o plantio comercial é de 3m x 2m (1.666 árvores/hectare), a altitude deve ser de até 1.500 metros ao nível do mar, sendo que as áreas paludosas não são aconselháveis.

Além disso, a espécie é suscetível à geada e requer irrigação em regiões com mais de três meses de estiagem.

Potencial de Mercado

Rentabilidade como sequestrador de carbono. Só as plantas nobres como o guanandi se enquadram nos projetos internacionais relacionados a esse tipo de procedimento, sendo que estudos indicam o guanandi como uma das melhores plantas adaptáveis a tais projetos.

Cabe salientar que a Bolsa de Mercado & Futuros (BM&F) já está autorizada a comercializar o carbono sequestrado em projetos como o do Guanandi.

Agregando valor à terra

Entre o 3º e o 5º ano (fechamento da floresta), a terra terá seu valor de mercado multiplicado muitas vezes em razão da raridade (terra+floresta nobre), do potencial da madeira e do interesse nacional e internacional dos empresários no ramo madeireiro.

Certamente, a bola da vez, agora e no futuro!

Para Solano Aquino, Presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, há em curso uma redução, a nível mundial, da oferta de madeira.

Isto se deve, em parte, às pressões para a preservação das florestas, por meio de práticas conservacionistas e de manejo sustentável, e em virtude da exploração abusiva ocorrida em certos países, como é o caso da Tailândia e das Filipinas, que levou os respectivos governos a, finalmente, tomar medidas para preservar o pouco que ainda existe de áreas cobertas por florestas – avalia Solano.

Plantio Comercial do Guanandi

O cultivo para fins comerciais é demorado, pois o período de corte é de 18 a 25 anos, sendo caracterizado como um investimento de longo prazo.

Entretanto, é possível realizar o segundo desbaste comercial (manter as melhores árvores) no 11º ano, tendo o primeiro lucro em relação à madeira.

A madeira do 1º desbaste pode ser vendida como lenha ou para produção de móveis rústicos e indústria de cutelaria.

No 2º e 3º desbastes, é possível utilizá-la como toras de pequeno diâmetro, as quais são industrializadas para produção de sarrafos, estacas, cabos, escoras e painéis voltados à produção de móveis.

Tabela – Reflorestamento Comercial (desbastes):

Manutenção da Desrama – Valor* Desbaste** Valor Aproximado
4º ano – 1/3 da árvore 25% R$ 40,00/m³
11º ano – 1/3 da árvore 35% R$ 50,00/m³
14º ano – 1/3 da árvore 50% R$ 300,00 m³
20º ano – (corte raso) 100% R$ 2.000,00/m³
*Corte de alguns galhos e ramos para o crescimento retilínio.**Corte de algumas árvores para o crescimento em espessura.

Viabilidade Econômica do Guanandi:

Investimento
R$ 2.000,00 ha/ano
Rentabilidade
R$ 2.000,00/m³
Lucro aproximado (bruto)
R$ 200.000,00/ha (R$ 500,00/árvore)

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Plantio e Utilização:

Viabilidade Econômica no Plantio de Guanandi

 

Produção de Mudas:

Estudo da Anatomia das Folhas e Caule do Guanandi

Germinação e Desenvolvimento de Mudas de Guanandi

 

Por que preservar a Mata Atlântica?

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A Mata Atlântica é uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade e hoje é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, contando com apenas 8,5% de suas florestas originais.

A vasta maioria dos animais e plantas ameaçada de extinção do Brasil são formas representadas nesse bioma, e das sete espécies brasileiras consideradas extintas em tempos recentes, todas se encontravam distribuídas na Mata Atlântica, além de outras exterminadas localmente. A maior parte das nações indígenas que habitava a região por ocasião da colonização já foi dizimada, sendo que as remanescentes subsistem em situação precária, em terras progressivamente ameaçadas por interesses diversos. A Mata Atlântica significa também abrigo para várias populações tradicionais e garantia de abastecimento de água para mais de 100 milhões de pessoas. Parte significativa de seus remanescentes está hoje localizada em encostas de grande declividade. Sua proteção é a maior garantia para a estabilidade geológica dessas áreas, evitando assim as grandes catástrofes que já ocorreram onde a floresta foi suprimida, com consequências econômicas e sociais extremamente graves. Esta região abriga ainda belíssimas paisagens, cuja proteção é essencial ao desenvolvimento do ecoturismo, uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo.Clique Aqui para Comprar Mudas Nativas da Mata Atlântica!

A região da Mata Atlântica significa para o Brasil o lar de cerca de 60% da população brasileira de acordo com o IBGE (2010). E entre os principais motivos para sua preservação podemos citar alguns como:

  • Regula o fluxo dos mananciais hídricos;
  • Assegura a fertilidade do solo da região;
  • Suas paisagens oferecem belezas cênicas;
  • Controla o equilíbrio climático;
  • Protege escarpas e encostas das serras;
  • Fonte de alimentos e plantas medicinais;
  • Lazer, ecoturismo, geração de renda e qualidade de vida;
  • E além claro, de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso.

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Como Preservar a Mata Atlântica?

Nós também podemos ajudar a preservar a Mata Atlântica:

  • Compre produtos artesanais de comunidades indígenas, valorizando nossa cultura;
  • Não jogue lixo na natureza;
  • Não compre plantas nativas da Mata Atlântica extraídas ilegalmente;
  • Compre apenas produtos feitos de madeira certificada;
  • Compre apenas palmito cultivado e registrado pelo Ibama ou órgãos devidamente responsáveis;
  • Não compre imóveis dentro de áreas protegidas;
  • Valorize empresas que respeitam o meio ambiente;
  • Não compre animais silvestres;
  • Denuncie o comércio ilegal de animais silvestres e seu aprisionamento;
  • Evite o consumismo excessivo e desnecessário;
  • Compartilhe esse artigo e faça parte da Preservação da Mata Atlântica!
jacaranda mimoso

Jacarandá Mimoso

jacarando mimoso

Nome Científico: Jacaranda mimosifolia (Bignoniaceae).

Características: A jacarandá, árvore de até 15 m de altura, com casca fina e acinzentada. Folhas opostas, compostas bipinada, de 10 a 25 cm de comprimento, com folíolos pequenos, glabros e de bordo serreado. Flores com coloração azulado-lilás, arranjadas em inflorescências piramidais densas. Os frutos são cápsulas lenhosas, muito duras e contendo numerosas sementes aladas.

Locais de Ocorrência: Ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do complexo atlântico.

Madeira: Clara, muito dura, pesada, compacta, de longa durabilidade, porém frágil. Útil para a confecção de brinquedos, caixas, instrumentos musicais, carpintaria e móveis em geral.

Aspectos Ecológicos: Espécie pioneira de grande valor ornamental pelo porte e delicadeza de suas folhas, cor e abundância de suas flores, comumente utilizada no paisagismo de avenidas e parques.   Floresce entre os meses de agosto e novembro e a maturação dos frutos ocorre de maio a setembro, com a planta despida da folhagem.

Plantio e Utilização

alt Comportamento de jacarandá-mimoso sob diferentes adubações

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